Talvez seja algo que está implantado no meu DNA, ou talvez eu simplesmente não quebrei a cara o suficiente para aprender. Se bem que não importa o quanto eu quebre a cara, eu nunca aprendo. Os Hives falam que “a definição de loucura é fazer de novo a mesma coisa e esperar um resultado diferente”. É plausível.
Mas então, eu crio expectativas.
Não só com as coisas importantes, mas também com as que são totalmente inúteis. Eu vivo de expectativas. 90% das vezes elas são demasiadamente altas para um ser humano comparecer, mas mesmo assim, eu não consigo me conter.
Não é de todo mal, veja. São essas expectativas que me impedem de sair de pijamas nos dias frios, que me forçam a tomar banho quando não tenho vontade, e outros variantes. É por causa dessa minha imaginação que ‘hoje algo importante pode acontecer’ que eu passo minhas blusas antes de sair de casa.
Posso dizer que nunca é ‘hoje’, né? Quase todos os dias eu chego em casa e penso no trabalho que tive em vão, e isso é cada vez mais desanimante.
Eu não brinco quando falo que as coisas são mais divertidas na minha imaginação. As pessoas são muito mais legais lá, obviamente, por que tudo gira em torno de mim e, acima de tudo, minhas expectativas são sempre correspondidas.
Foram poucas as pessoas que corresponderam à todas minhas expectativas e aparentemente tem um padrão desagradável nisso, por que elas sempre somem.
É muito estranho passar tua adolescência inteira com uma pessoa e em segundos ela parece que se desprende totalmente de você. É algo que faz com que eu pense que, talvez, a minha marca não foi tão grande, se é tão facilmente apagável; passa a impressão que, embora eu valorize tanto a pessoa, o sentimento não foi recíproco.
Eu não sei me desapegar. Eu gosto demais. Verdade que tenho problemas em demonstrar meus sentimentos românticos e, geralmente, passo a impressão de grosseria e falta de interesse, mas me preocupo demais.
Eu sou do tipo de pessoa que liga só pra saber se tá tudo bem. Não só romanticamente. Por exemplo, o Fer (Meioirmão, melhor amigo, conselheiro, motorista e idiota mór) sumiu por duas semanas e eu fiquei desesperada. Eu não sabia se ele estava bem, se algo tinha acontecido, e pra melhorar o bocó não tinha telefone!
Eu quero saber tudo, sempre. Quero saber como foi o dia, com quem conversou, o que pensou, cada segundo. Não é por possessividade, nem obsessão, muito menos desconfiança, mas porque eu me importo. Acho legal quando as pessoas têm interesse pelos meus pensamentos e querem me ouvir.
E olha que é raro achar essas pessoas, por que depois de uma semana elas já percebem que metade do que eu falo não vale a pena ouvir e a outra metade não faz o menor sentido!
Eu posso ser louca, mas sou constante. Pelo menos me considero bastante constante. Um dia me disseram que eu sempre estou alegre, sempre chego animada ou com uma piada pra contar. Acho bastante verdade devido à minha falta de tempo para realmente parar e pensar, isso ajuda bastante a ignorar os problemas e remoer sobre eles. Tá, também ajuda a não resolvê-los, mas isso é detalhe.
Hoje me relacionei com quem disse sempre precisar chamar as pessoas para fazer as coisas, se não ninguém se mexe. Eu sempre saio do meu caminho para todo mundo, vou até o outro lado da cidade por pura simpatia, só que de vez em quando seria legal ter alguém fazendo isso por mim.
Não quero comentários como “mas, e eu?”. Deu de drama.
m: FOTOS – Ein Versprechen