Talvez seja algo que está implantado no meu DNA, ou talvez eu simplesmente não quebrei a cara o suficiente para aprender. Se bem que não importa o quanto eu quebre a cara, eu nunca aprendo. Os Hives falam que “a definição de loucura é fazer de novo a mesma coisa e esperar um resultado diferente”. É plausível.

Mas então, eu crio expectativas.

Não só com as coisas importantes, mas também com as que são totalmente inúteis. Eu vivo de expectativas. 90% das vezes elas são demasiadamente altas para um ser humano comparecer, mas mesmo assim, eu não consigo me conter.

Não é de todo mal, veja. São essas expectativas que me impedem de sair de pijamas nos dias frios, que me forçam a tomar banho quando não tenho vontade, e outros variantes. É por causa dessa minha imaginação que ‘hoje algo importante pode acontecer’ que eu passo minhas blusas antes de sair de casa.

Posso dizer que nunca é ‘hoje’, né? Quase todos os dias eu chego em casa e penso no trabalho que tive em vão, e isso é cada vez mais desanimante.

Eu não brinco quando falo que as coisas são mais divertidas na minha imaginação. As pessoas são muito mais legais lá, obviamente, por que tudo gira em torno de mim e, acima de tudo, minhas expectativas são sempre correspondidas.

Foram poucas as pessoas que corresponderam à todas minhas expectativas e aparentemente tem um padrão desagradável nisso, por que elas sempre somem.

É muito estranho passar tua adolescência inteira com uma pessoa e em segundos ela parece que se desprende totalmente de você. É algo que faz com que eu pense que, talvez, a minha marca não foi tão grande, se é tão facilmente apagável; passa a impressão que, embora eu valorize tanto a pessoa, o sentimento não foi recíproco.

Eu não sei me desapegar. Eu gosto demais. Verdade que tenho problemas em demonstrar meus sentimentos românticos e, geralmente, passo a impressão de grosseria e falta de interesse, mas me preocupo demais.

Eu sou do tipo de pessoa que liga só pra saber se tá tudo bem. Não só romanticamente. Por exemplo, o Fer (Meioirmão, melhor amigo, conselheiro, motorista e idiota mór) sumiu por duas semanas e eu fiquei desesperada. Eu não sabia se ele estava bem, se algo tinha acontecido, e pra melhorar o bocó não tinha telefone!

Eu quero saber tudo, sempre. Quero saber como foi o dia, com quem conversou, o que pensou, cada segundo. Não é por possessividade, nem obsessão, muito menos desconfiança, mas porque eu me importo. Acho legal quando as pessoas têm interesse pelos meus pensamentos e querem me ouvir.

E olha que é raro achar essas pessoas, por que depois de uma semana elas já percebem que metade do que eu falo não vale a pena ouvir e a outra metade não faz o menor sentido!

Eu posso ser louca, mas sou constante. Pelo menos me considero bastante constante. Um dia me disseram que eu sempre estou alegre, sempre chego animada ou com uma piada pra contar. Acho bastante verdade devido à minha falta de tempo para realmente parar e pensar, isso ajuda bastante a ignorar os problemas e remoer sobre eles. Tá, também ajuda a não resolvê-los, mas isso é detalhe.

Hoje me relacionei com quem disse sempre precisar chamar as pessoas para fazer as coisas, se não ninguém se mexe. Eu sempre saio do meu caminho para todo mundo, vou até o outro lado da cidade por pura simpatia, só que de vez em quando seria legal ter alguém fazendo isso por mim.

 

Não quero comentários como “mas, e eu?”. Deu de drama.

 

 

m: FOTOS – Ein Versprechen

Bem, eu vou admitir meu único e verdadeiro motivo de estar postando.

Eu tenho medo de pessoas de joinville. Tenho, tenho sim. Medo MOR-TAL.

E não me venha com essa de ser um medo ‘irracional’, por que todos meus medos são bastante racionais, tá? Vou explicar o motivo.

A Camila mandou eu postar. A Camila é de joinville.

Joinville é uma cidadezinha(ona) no norte do estado. Falo cidadezinha por que ela é maior que a própria capital, tem mais… como é que se diz? Ah, é, TUDO, que a merda da capital. Sim, eu vivo na capital. (Já tenho planos de fuga.)

Não que um dia eu vá viver em Joinville. Pra mim, qualquer lugar em Santa Catarina, fora Florianópolis, é um gigante pasto. Já não basta quando fui pra Tubarão, encontrei com a minha amiga, caminhando eu falei: “vamos mais pra lá!” e fui respondida com um: “Faith, acabou a cidade. Não tem nada lá.”

Mas então, voltando pra Joinville. O motivo que eu tenho medo de joinville não são as vacas, (embora eu tenha vários informantes que me falam que a cidade está empestiada delas), mas sim o Balé Bolshoi.

Joinville é a única cidade, no mundo todo (repito, to-do.), que tem uma filial do Balé Bolshoi. E por Balé Bolshoi, quero dizer, exatamente, o célebre Teatro Bolshoi, da Rússia. Onde as criancinhas passam 90% do dia na ponta do pé, e os outros 10% fazendo plié e demi-plié.

Sim. Russia. Educação russa.

Quando eu visitei o Bolshoi, as meninas estavam levando uma mijada gigantesca por que compraram uma barra de chocolate. E elas escondiam os armários quando a professora passava por que se tivesse algo fora de lugar, davam uma bronca gigantesca. Tipo, educação russa.

Educação russa, que sou só eu que penso que parece a de um exército? Sim, a Revolução começa em Joinville. Primeiro as crianças, depois o mundo!

Então, não, Obrigada. Não quero ver a ira de Camila. Vai que eu acordo com ela debruçada na minha cama mirando uma bazuca no meu nariz, sabe?

É que nem no sábado retrasado, quando fui numa festa com o meu primo e tivemos um pequeno contratempo com um senhor meio bêbasso do prédio dele. Eu juro que imaginei o senhor nos esperando no final da festa, na porta do estacionamento, montado num trator ou num panzer, sabe? Gritando e blasfemando freneticamente, enquanto ri e mata todos nós.

Sim, a vida é muito mais divertida na minha imaginação.

A degradação feminina me faz rir.

Me pergunto onde nos ingressos das festas à fantasia está escrito que fantasia feminina devia ter saído de um filme pornô. Parece que todos eles têm, porque o que mais existe é menina de mini-saia pagando de gatinha.

Eu aprendi umas coisas na vida. Algumas fácilmente, outras não, porém hoje estou em clima de ’sharing’.

1. Se você tem barriga, não mostre-a. Eu não quero ver. Esse conselho vai até pra as modelettes, eu não ligo se é gorda ou não. O seu corpo é seu e de quem você deseja dividir ele. Sair por aí de mini saia e top é vulgar. Tá, chama a atenção, mas de quem? Quem dá em cima de menina semi-nua? Como é que se diz, mesmo? Ah, “Antes só do que mal acompanhada.”

2. Quesito de Moda!
_________a) Aprenda a combinar, cara. Se você quer usar suspensórios, ótimo, são acessórios legais. Suspensórios servem para segurar as calças. Cinto também. Não os use junto. Como mencionei hoje mais cedo: “é que nem comer arroz normal e integral ao mesmo tempo, inútil!”. Entendeu? É um, ou é o outro. Não so dois. Isso é questão de etiqueta milenar.
_________b) Se você insiste em ser brega, pelo menos saiba coordenar cores. Usar uma roupa toda preta, com um suspensório preto, mas um cinto marrom! Peloamordedeus! E o pior é que eu vi isso TRÊS VEZES em DOIS DIAS!

3. Enfermeiras, médicas, secretárias, líderes de torcida, piratas e algumas variantes são fantasias obcenas. São sim, não me venha com essa! São obcenas e parecem que vieram direto de um filme pornô. Tá, ok. Tem gente que consegue fazer ficar foda e não vulgar, mas são MUITO poucas. Tanta coisa para se vestir e as pessoas saem como “possível-vítima-de-estupro-voluntário”?

4. Que espécie de menina grita histéricamente quando perguntam se ela é ‘piriguete”? Sério, total auto-estima no cu, né! Tenho repeito pelas mulheres que querem dar e dão para quem elas querem, quando elas querem e da maneira que querem. Mas saí por aí falando que dá pra todo-mundo-mesmo-FOREVAH é um exagero. Acho hi-lá-ri-o, sabe? Se eu chamo elas de puta, reclamam! Daí rola milhares de brigas, problemas, etc (isso se não ficar físico). Mas se o cara da música pergunta se você é vadia desdentada, aí sim! Não tem nada de mais!

5. Se você está num barco (local onde teve a festa sexta), é meio obvio o que se faz com o lixo. Eu até tento não olhar qdo alguém joga no chão, mas quando se está num barco, onde tem pessoas para limpar tua bagunça depois.. jogar o lixo no mar? Latas de cerveja, chepas de cigarro, isso é o menor.

“Não ligo pra exploração da mata, desde que me dê dinheiro. Quando você achar um trabalho que você ama, perceberá isso.”

Frase nojenta, né? Também achei. Isso não é amar o seu trabalho, cara. É amar fazer dinheiro.

Mas tudo bem. DInheiro vai ajudar bastante quando você estiver morrendo por causa do seu trabalho que tanto ama. Daí talvez se arrependa.

 

 

Ai! O mundo tá total-sem-solução aparente.

Foi bom segurar uma caneta novamente. Como se todos os meus pensamentos se derramassem por uma pequena esfera, materializando-se em tinta. Permanente. Imortalizado. A ideia me agrada.

Foi bom segurar uma caneta novamente. De certa forma pensei que tinha perdido o jeito. Que a sonoridade não seria a mesma, as formas não seriam as mesmas… Porém, tudo se encaixou. Melhor que um quebra-cabeças, as palavras se entrelaçaram tão perfeitamente que era impossível ver onde uma começava e outra terminava.

Foi bom segurar uma caneta novamente. Enquanto minha mão deslizava sob o papel branco, meus lábios esboçavam um sorriso nostálgico e eu me perguntei como, algum dia, pude duvidar. Literatura é a minha arte, o papel é o meu canvas e as letras são as minhas tintas. Não tenho gênero. Eu misturo classes. Abraço o parnasiano, excluo o soneto, toco no simbolismo e volto. Vou aos limites da gramática, caio no pleunásmo, erro nos acentos e misturo os verbos. Delicio-me.

A vida é feita de letras; os desenhos, de círculos. Mas eu? Eu sou feita de literatura.

Sou feita de frases complexas e parágrafos grafados.  Fui, minuciosamente, construida por Wilde, Sartre, Orwell, Verne. Programada para gritar poesia, beijar estrofes e arrepiar com palavras bem escritas, derramadas não só por esferas, mas por todo tipo de coisa que fixe. Permanente. Imortal.

Minha literatura é de terceira classe. É gramáticalmente coxa.

Mas é minha.

Eu tenho um pavio curto. Todo mundo sabe disso, e tipo, não é novidade, dá de ver na cara.

Minha aparência não é muito amigável, eu sei e até uso isso em minha vantágem de vez em quando, nas ocasiões de não querer falar com alguém, embora eu, geralmente, seja uma pessoa bastante simpática e animada. Eu costumo falar que não tenho paciênca, nem tempo.

Só que em situações sérias, eu pareço que tiro paciência da bunda.

Ontem, sexta-feira à noite, eu fui dirigindo para o colégio. Eu estava meio com pressa, sabe? Então eu fui virar numa rua, e acabei mais olhando se tinha vagas para estacionar do que se vinha algum outro carro vindo. Vinha um ônibus.

Bem, foi só um arranhãozinho (sério!) na lataria do ônibus e está tudo resolvido. E a minha reclamação não é essa.

A minha reclamação é sobre um senhor, bem, quase-senhor, ele parecia estar no começo dos quarenta e sua cara gritava “Gargamel!”. Não, ele não tinha nada a ver com a situação, mas resolveu que queria ser testemunha e encher o meu saco.

Começou quando eu desci do carro de guarda-chuva, devidamente estacionada e com o pisca-alerta ligado. E me aproximei do motorista do ônibus, pedi desculpas e falei que tinha noção da minha culpa – e tinha mesmo, eu invadi a preferencial sem ao menos olhar direito para os lados. Quando cheguei na frente do motorista, o fulaninho já estava do lado falando ter visto tudo e estar disposto a testemunhar. Eu acho que ele pensava que isso era, tipo, um tribunal à la Law and Order, e estava esperando ele me algemar e falar que tudo que eu falasse poderia ser usado contra mim no julgamento.

Até aí eu tava calma. Eu admito que sou barbeira e que minhas habilidades automobilísticas não são das melhores, afinal, sou mulher, loira e não cheguei nem aos 30. Já tive minhas batidas de carro e estou começando a aprender como agir nas situações. Mas tem gente que não sabe quando não se meter e quando calar a boca. Então a conversa foi meio assim:

“a: Então, o que o senhor pretende fazer? Queres chamar a polícia?
b: Sim, eu preciso. Não deu nada no ônibus, só um arranhão, mas se eu entrar com ele assim na garagem vai sobrar pra mim.
a: Não, tudo bem. Eu entendo.
c: Por que existe gente que não deveria estar dirigindo, deveria estar no cemitério.
a: Com licença, mas eu fiz algo para o Senhor? O Senhor está me vendo criar algum problema?
c: Você tá criando problema, tá atrapalhando o trabalho dele!
a: Sim, mas em algum momento eu neguei a culpa?
c: Aposto que você nem é daqui, né?
a: Sou sim.
c: Devia voltar para onde veio!
a: Eu sou daqui, sim. Eu morei minha vida toda na mesma casa. Como tem gente grosseira nessa cidade.
b: Eu nem conheço ele!
a: Eu também não! E mesmo assim, ele acha que pode me ofender. Como se o senhor nunca tivesse feito nada de errado na vida!
c: Não fiz mesmo!
a: Ah, não mesmo, aposto que toda sua vida foi imaculada!”

Ele ainda ficou falando sobre como tinha anotado a placa do meu carro e eu fiquei me perguntando se o fato de eu estar ali em pé, de guarda-chuvas, perdendo duas aulas e com meus documentos na mão não fazia nenhuma diferença. Por que sim, é claro, vou totalmente sair correndo! Ele podia pedir meu R.G, ou meu CPF, mas não, ele achou muito mais seguro pegar a placa do carro.

Não preciso falar que depois disso, tudo foi morro à baixo, né? Eu consegui me controlar até entrar no carro novamente para esperar os policiais, aí eu comecei a chorar histericamente. Pelo lado bom, o motorista do ônibus foi bastante gentil e compreensível, tentou ser o mais educado possível e não tenho nada para falar sobre ele, além de ‘desculpas’ e ‘obrigados’.

No final das contas o senhor ficou lá até a polícia chegar, mas foi embora antes de eu assinar os documentos. Saiu me olhando e pedindo desculpas. O nome dele foi mencionado no B.O e eu juro que me forcei a não prestar atenção para não procurar onde ele mora (Deus salve google) e ele chegar em casa com uma surpresinha (leia, meu carro) em sua sala de estar. (Aí ele pode dizer que eu comprei minha carteira. Pode anotar a placa, também, se ele conseguir entrar no recinto!)

Acabei ficando duas horas estacionada numa rua do centro até o transito melhorar e fui pra casa.

 

 

Desde então, meu lado piscológico está tentando me matar.

Eu juro que está, por que amanhã as oito da manhã tenho simulado de biologia, matemática e redação. Já é uma da manhã, e eu não consigo dormir. Para melhorar, consegui perder duas borrachas no período de três horas. (Sim, eu tenho o dom!) E como eu estava falando para Camila no msn, eu sou típicamente paranóica por que sempre esqueço tudo e vivo checando se não deixei nada pra trás.

Mesmo assim eu consegui perder duas e tive que ir em milhares de supermercados atrás de outra para amanhã. Tive minha irmã louca da vida me ligando que queria sair, então voltei pra casa correndo e tremendo a cada sinaleira, com as palavras do coroa ecoando pelos meus ouvidos e morrendo de medo de multas, batidas, capotadas, atropelamentos, flashes e variantes.

 

 

Acho que não nasci para dirigir. Tenho que ter um motorista!

 

 

 

m: Kilians – Jealous Lover

Bem, recentemente, como tenho falado bastante de patricinhas, parece que várias delas foram atraídas para este blog.

O mais legal é que as pessoas que chegam aqui parecem chegar por sites de busca, onde escrevem perguntas. Variadas, do tipo “como convencer minha mãe a por silicone/cortar franja/alargar orelha/etc”. E sobre isso, só tenho uma coisa a dizer:

Façam. Nem perguntem pra ela, simplesmente façam. Se você tiver o dinheiro disponível, obviamente. Pedir pra elas é simplesmente querer levar um não na cara. Se a mãe de vocês for um pouquinho¹ igual a minha, ela vai olhar, arregalar os olhos, olhar mais de perto e falar: “Ficou maravilhoso!”. Foi assim que eu fiz o meu piercing na boca e ela fala que era a coisa mais bonita que eu já tinha feito.

(obs¹: O que eu duvido bastante que aconteça, por que nenhuma mãe é tão legal quanto a minha. Falando sério. A mãe de vocês pede pra baixar dvd do Mötorhead ou Iron Maiden pra ela? Não? Viu. Ela também fala que ficaria totalmente louca no show deles, e pularia no palco pra beijar a pinta do Lemmy. Costumava dizer que trocaria o pai pelo Santana, e fala que se vê a qualidade de um baixista pelo uso de palheta. Não, não é pelas técnicas que ele usa, é o simples fato dela usar palheta. Eu falei, minha mãe é demais.)

Se você não tem o dinheiro para fazer isso (especialmente se você quiser silicone), e mesmo assim quiser seguir a sugestão acima, eu já vou dando algumas dicas:

1. Não deixe ela saber que você usou o cartão de crédito dela para isso.
2. Vá devagarinho. Corte o cabelo de pouco a pouco, até que ele estiver um pouco acima da orelha, daí ela já não tem mais o que fazer. (Obviamente isso não se aplica ao silicone, otária. Vai fazer 900 cirurgias, 5ml por vez?)
3. Tenha certeza que sua mãe não vai te matar por isso.

___

 

 

Outra coisa que escrevem pra chegar aqui é “como saber se sou patricinha teste”. Então eu resolvi ajudar as pequenas padawans que tem por aí e fazer o meu próprio teste caseiro para saber se você é patricinha ou não:

 

Instruções:
1. Responda “Sim” ou “Não”.
2. Responda sem pensar muito. As respostas mais sinceras são as que vem de primeira.
3. Não tente enganar a si mesma! Eu não vou saber a resposta do seu teste. Por mais que você me ache foda, eu não sei ler mentes.

 

Perguntas:

1. Você é fresca?
2. Você leva mais de duas horas pra se arrumar?
3. Você demora mais de 10 minutos no banho?
4. Você acha que calça de lycra² tá na moda, especialmente se for com estampas de animal?
5. “Ai, amigããã” e “que mara!” são expressões freqüentes no seu vocabulário?
6. Você sabe que ‘vizinho’ se escreve com ‘z’ e não com ’s’?
7. Acha que a Bobby Blues é o melhor lugar para comprar calças?
8. Ouve os típicos raps americanos, seguidos por Beyoncé e Mariah Carey?

 

Resultado:

Se você assinalou mais de 1 (um) ’sim’:
Parabéns! Você é uma patricinha! :D Gente! Só o fato de você achar que um teste pode determinar o que você é já mostra que seus miolos não prestam!

___

(obs²: Calça de lycra, também conhecida como a principal formadora de Patas-de-Camelo. Existe coisa mais vulgar?)

___

 

 

Não entendo essas coisas, mesmo. Quando eu li a parada do WordPress falando que procuraram isso chegaram ao meu blog, eu fiquei imaginando o que a pessoa estava pensando.

Se ela procurou isso deve ser por que a chamaram assim. E tem algo errado nisso? Usam como um palavrão, mas cara, o que tem realmente de errado? Tá, de vez em quando elas são frescas e fúteis, mas nem sempre. Já conheci meninas assim que são bastante centradas e legais de conversar.

Não há nada de errado em querer se arrumar e parecer bonita. Não há nada de errado em usar rosa, por ser uma cor que você gosta. Eu, pessoalmente, acho que só uso vermelho. Meu guarda-roupa todo é vermelho. Existêm rótulos que as pessoas botam nas patricinhas que na verdade simplesmente são coisas de mulher.

Por exemplo, eu não demoro duas horas pra me arrumar, mas detesto quebrar a unha. Dói, fica áspera e me irrita. Não tenho medo de andar na rua de noite sozinha, mas Deus-me-livre se passa uma barata! (Baratas são nojentas. São sim. São nojentas por que eu fico imaginando onde diabos elas estiveram e minha imaginação não me deixa chegar perto delas depois disso.)

Não são traços de patricinha. Eu consigo ver as fotos de doenças na aula de biologia, enquanto o menino na fileira do fundo passou a aula seguinte vomitando. Ele é uma patricinha?

Não me levem a mal, pessoal. Eu não sou contra patricinhas. Eu sou contra o espírito de ovelha. Tem uma diferença entre as duas coisas. Não apoio pessoas que usam as coisas só por que acham que é moda. Ter senso comum é ficar revoltado quando vê algo injusto, é ter noção de certo ou errado, já achar que os meninos não vão gostar de você por causa do tamanho dos seus peitos é outra coisa!

Eu parei pra pensar nisso por que esse final de semana eu estava na fila do supermercado com o Fer (Meioirmão, melhor amigo, conselheiro, motorista e idiota mór) e vimos uma revista cuja capa continha, em letras garrafais: “SAIBA SE SEU MARIDO ESTÁ TRAINDO!”

Cara, se você não confia no seu marido, independente dele trair ou não, você não deveria estar casada. Acredito piamente no lema que “confiança se consegue”, sim, acredito. Mas não se casa sem. Nunca quero dividir minha vida com uma pessoa que eu não confio. Se não consigo contar com alguém para um relacionamento, por que contaria para dividir responsabilidades?

A cabeça das pessoas está toda ao contrário!

 

 

m: Spoon – Stay Don’t Go.

Bem, primeiro vou explicar como eu sei das coisas que vou falar a seguir: Meu vizinho.

A menos de três minutos atrás eu estava no banheiro, que dá para uma área da casa que é contra a parede do quarto dele, lendo “Calvin e Haroldo” (como se vocês não lessem no banheiro também!) e a música começou.

 

Bem, tenho que parabenizá-lo pela evolução, antigamente, ao meio dia, ele ouvia “Créu” repetidamente, e cantava junto. Agora, ele está ouvindo isso:

E eu fiquei me perguntando por que quando um grupo de meninas faz uma música desse estilo, não acontece nada, mas no momento que eu ouso essa ecoando no meu banheiro, na mesma hora, eu penso em quão gay os caras são.

Não sei se é o tipo de música, o tom/jeito que o cara canta, a lerta, sei lá, mas tudo grita pra mim que ele está dizendo “Ela não presta, amigo, fica comigo!”. Sabe? Imaginando os dois sentados no sofá, se abraçando, de repente um coloca a mão na coxa do outro, olha fundo nos olhos, e fala “tem certeza disso?” e se beijam.

Tô até imaginando um filme pornô disso! Igual àqueles que as líderes de torcida estão arrumando seus pompons e resolvem “experimentar”. Começando por uma guerra de travesseiros de penas, obviamente.

Mas algo que também pensei foi em como homem gosta de sofrer. O cara falando que a namorada dele não presta e ele falando que não consegue ser feliz sem ela. Agora, se a menina fosse boazinha e querida o homem que estaria aprontando com ela.

E ainda, em outra parte da música, ele fala que o guri está só “com inveja”. Mas gente, se alguma amiga minha viesse me falar que meu namorado não presta e me trouxer motivos relativamente sólidos, eu acreditaria na amiga antes que no namorado.

Depende da amiga, também, né?

Também me vem a cabeça que a idéia das duas músicas são basicamente iguais. Bastante iguais. Incrivelmente iguais. Ah, mas quem sou eu para falar de onde as pessoas tiram suas…. inspirações, né?

 

 

m: Sheraff – Mojo’s Back [rmx]

É incrível como o ser humano tem uma facilidade para perder a paciência e morrer pensando que é infeliz

Hoje, por exemplo, estou num dos dias em que se alguém me olhar torto ou ousar uma piadinha estúpida, eu provavelmente daria uma camaçada de pau bem dada, e o prazer que eu sentiria do ato seria bastante superior ao de um chocolate ou, dependendo da pessoa, até de um orgasmo.

E ai de quem começar a murmurar sobre TPM ou hormônios. Eu já tive meu período esse mês, então não bote a culpa no meu útero!

Pior quando vêm aqueles machões cinco-por-cinco que se acham gostosos só por que lutam judô, e começam a falar sobre como cólicas menstruais são lendas urbanas e que na realidade é só (lá vem, prepara!) frescura.

(OBS! Não tenho nada contra caras legais que lutam judô, tá? Só contra os chatos! Não me batam. Por favor. Sério, minhas brigas só envolvem puxões de cabelo e, quando não deu tempo de cortar as unhas, arranhões.)

VELHO, SABE O QUE É FRESCURA?
Frescura é passar quatro horas se esfregando num tatame com outro cara e ainda falar que é “relaxante e libertador”! E ainda falar que cólicas são frescuras! Tenta passar dois dias com teu útero tendo espasmos contínuos e uma puta vontade de vomitar!

Se for assim, sabe o que eu também acho frescura? Chute no saco! Se é tão macho assim, levanta e continua andando! Mas não! Os que mais se acham são aqueles que ficam se contorcendo! O dia que vocês precisarem mijar um recém-nascido, daí vocês vêm falar comigo pra discutir sobre dor, sacou?!

Daí soltam um “Como você sabe, já teve filho?”, e é muito óbvio que esse comentário foi feito por um homem. Só homem faz esse comentário. E eu penso, “Você nunca caiu do 19º andar, mas sabe que dói!”. Mulher pode não saber fazer baliza, mas não faz comentário idiota assim.

Quando eu fico irritada, eu preciso falar. E só falo merda.

Gente, jogar paciência está me deixando irritada. E olha que o mundo (A.K.A, Fernando e Rafa) sabem que se eu tenho um vício, é a paciência. E coca-cola. E dormir. E brigadeiro branco, balões à gás, lhamas, pôneis, mini-vacas, coisas que brilham e fazem beep-beep….

Não quero ter vontade de bater na mão das pessoas quando elas me tocam, não quero me isolar na música pra “tentar acalmar”, parar de dormir tão tarde, e ter vontade de me levantar de manhã.

Eu não sei o que está acontecendo, talvez seja falta de fé.

Eu sempre pensava que as pessoas mais intelectualizadas sempre rejeitavam a idéia de um Deus. Não digo exatamente um “Deus”, mas o conceito humano de Deus. Eu imagino que seja por que eu sempre achei que todas as pessoas razoavelmente pensantes se perguntariam coisas que a Igreja não possa responder, e também que todas as maiores civilizações mundiais que existiram caíram por causa da religião. Povos que tiveram um desenvolvimento incrível, depois de um tempo decaiam por causa da fé.

Possivelmente, isso prova que todas as pessoas inteligentes são, na realidade, religiosas por natureza.

Mas eu sempre declarei que não acredito em religião criada por representantes humanos por que eu estudei o bastante para saber que o homem mente. Preciso de mais provas disso do que a história da Igreja Católica? Eu, que só estudei isso no primeiro grau, já perco toda a confiança. Por exemplo, não consigo acreditar na Bíblia. Nas antigas, ela era reproduzida em mosteiros, e o que me garante que os monges não mudaram algo? Talvez pensassem que tal parte não era realmente necessária, e eles já tinham escrito tanto naquele dia, pular uma linha não faz mal, né? E sem contar a tradução, já odeio tradução de literatura, quando leio o original já percebo todos os erros de sentido, e maneiras que seriam mais adequados. (Parte do motivo que comecei a me interessar sobre idiomas. Quero poder ler as obras originais de tu-do.) A mudança de uma letra pode mudar o sentido da página toda.

É um pouco paranóico, mas é a minha idéia fixa.

Ultimamente a Beta tem freqüentado a igreja, parece que faz bem pra ela, então eu respeito. Ela chegou, receosamente, a me convidar num final de semana. Eu ri. Ela pediu desculpas, nervosamente, e pediu para que eu não batesse nela.

Eu tentei explicar que religião não funciona pra mim, sabe? E é difícil de entender, as pessoas falam pra tentar, mas eu já tentei e eu me frustro. Eu tenho perguntas demais, e eles têm, como eu já disse, respostas de menos. Quando consigo uma resposta, ela não me satisfaz. Eu não me contento com o “Deus o quis”. Eu não consigo simplesmente acreditar, eu não tenho fé. Já percebi que nem tudo que se fala é verdade, se fofoca acontece aqui, na França, no Tibet, e em todas as partes do mundo, por que não poderia acontecer na Religião?

A visão de um Deus todo poderoso no céu, e todas as pessoas que morreram olhando cada passo nosso me dá arrepios. Eu não acredito que um Deus, supostamente bom e que nos ama igualmente, poderia simplesmente ficar olhando e de vez em quando jogando uma desgraça ou outra (“Só pra ver se vocês estavam prestando atenção!”). Eu acho uma coisa sádica e cruel. Uma coisa é espiar a vizinha no banho, outra é brincar de SimCity com a humanidade.

Eu fico irritada com pessoas religiosas. Eu não me importo de discutir sobre nada, pelo contrário, mas não tentem impor sua visão sobre mim (Ainda bem que a Beta não faz isso.). Eu não sou obrigada a acreditar na mesma coisa que os outros, e se acham que vou pagar por isso no dia do “juízo final”, ok, quem vai pagar sou eu. Não vou pedir empréstimo, nem pedir pr’os amigos ajudarem.

 

E não quero parcelar, o Céu deve ter juros astronômicos.

 

 

m: FOTOS – Explodieren

 

 

EDIT: E ontem eu disse “Boa Noite” pro garçon no restaurante :D Minha irmã riu de mim.

Eu me pergunto por que sempre demoro tanto pra criar respostas.

Sempre que tem algum argumento, discussão ou etc, eu penso numa resposta magnífica, mas três horas depois. Daí já é tarde, né? Não vou mandar uma mensagem do celular falando “OLHA, PENSEI NISSO AGORA! OWNED!”

 

Hoje teve aulão. O que pra mim, é só mais uma desculpa pra ficar sentada em grupo desenhando. Tá, não é, eu realmente presto atenção. Desenhando.
De vez em quando eu acho que eu sou, assim, uma brastemp, sabe? Consigo fazer milhares de coisas ao mesmo tempo, e todas saem bem. (Bem, nos meus olhos todas elas são incrivelmente perfeitas.)

Mas é difícil me convencer que eu realmente acordo cedo num sábado para ter aula a tarde toda. Os portões abriam à 1:30h, eu e o Carlos chegamos lá por volta de meio dia e quinze, e tinha fila dobrando a esquina. (E olha que metade dos estudantes lá não eram japoneses.)

Mas é sentando na arquibancada do ginásio e olhando pra’quele mar de pessoas que se percebe que todas elas são praticamente iguais.

Não se acha uma menina sem luzes e todas elas tem a franja presa pra trás. Raras são as de cabelo curto. Geralmente usam calça skinny, e um suéter amarrado aos ombros, e estão fortemente maquiadas. Me pergunto que tipo de pessoa consegue acordar mais cedo num sábado frio para passar maquiagem e ir à aula. (Eu sei por que já tentei uma vez. Acordar três horas antes, escolher roupas, banho, cabelo, rosto, cremes e etc, e depois de uma semana eu já estava acordando 10 minutos antes do ônibus sair, e de vez em quando até esquecendo de tirar as pantufas.)

Não se acha também um menino de simples calça jeans e blusa branca. A maioria está com o cabelo “estilosamente” bagunçado, com um ar de rebelde. 90% usa calça xadrez. (O que pra mim é bastante confuso, já que eu sempre distinguia as pessoas relativamente alternativas pelo xadrez. Agora eu as vejo sendo vendidas em vitrines de lojas de surf.) E os que não usam xadrez, usam blusa polo listrada, ou uma blusa com vetores estampado levemente colada. (O que, na minha cabeça, grita homossexualismo.) É quase um alívio ver um homem com blusa amassada e cara de quem acabou de acordar, atrasado, e saiu correndo.

Mas isso nem é o que me choca mais! Quinta feira fui almoçar com les filles, e tive que esperá-las na frente do colégio.

É horrendo ver meninos que aparentam ter 19 anos saindo de um colégio de primeiro/segundo ano. Eu fico pensando se eles rodaram 900 anos ou se simplesmente estão se desenvolvendo mais rápido que o normal. (Pelo que dizem tem algo a ver com hormônio aviário.) E se eu achava que as meninas estavam parecidas no aulão, meu deus! Naquela saída elas usavam uniforme. Sabe o que é isso? São mais de 1000 meninas iguais de cabelos iguais, comprido e com luzes, calças coladas iguais e baby-looks iguais que não exatamente alcançam os zipers de suas calças iguais. Desfilando em saltos são tão altos que eu me pergunto como subiram ali sem a ajuda da mãe ou de uma escada, o que fez eu me lembrar das milhares de vezes que virei meu pé com tênis e pensar o quanto mais doloroso seria se eu usasse salto.

Comentando isso com a Bibi, percebi que é completamente compreensível. Elas querem chamar a atenção. O estádio estava praticamente cheio de meninos bonitos que se achavam a salvação para o universo, e elas queriam ser notadas. Então comentei que se eu não tivesse um pingo de massa cefálica eu estaria fazendo a mesma coisa. Cinco segundos depois eu virei e falei: “Nem precisaria mesmo, eu tenho meu cabelo. Ele já chama atenção por sí só!”

 

 

Preciso comentar também que estou farta de desculpas esfarrapadas.

Hoje fumaram no meu quarto. Depois de eu pedir novecentas vezes para não o fazerem, e quando comentei, minha irmã falou “Desculpa”.

Estou farta de pedidos de desculpas, somente para o erro ser repetido novamente.

“Desculpas” são pedidas quando você sente muito, e vai tentar (ou no mínimo se esforçar!) não repetir o ato. É algo que se pede para fazer o outro se sentir melhor, não você mesmo. Se for para fazer tudo novamente, não fale nada, faça tudo que tenha que fazer e peça desculpas no final. Se a pessoa não estiver achando que você é o maior ignorante, bundão, idiota, estúpido do mundo, ela vai pensar no seu caso.

Acho que as pessoas pensam que pedir desculpas arruma tudo, e apaga o erro. “Ah, já pedi desculpas, cara!” mas isso não muda o fato que meu jeans ainda está sujo de cerveja, meu quarto continua fedendo a cigarro e ainda tem migalhas de pão na minha cama, entre diversas outras coisas.

Vou tacar fogo na sua casa, arranhar todo seu carro, trocar sua pasta dental por soda cáustica, falar mal de sua mãe, e depois pedir desculpas.

“Mas é, cara, desculpa. Sem ressentimentos, não foi nada pessoal, saca? Esquecer e perdoar. Tá afim de me pagar uma cerveja?”

 

Acho que não-querer ratificar o fato significa que você não se arrependeu, realmente.

Sei lá, acho que metade do mundo devia tomar vergonha na cara.

m: Mando Diao – Clean Town.

Eu percebi que eu devo ser uma pessoa muito intimidante quando vista andando na rua. Não, não me olhei no espelho enquanto andava, nem foi uma epifania.

Eu simplesmente gravei o que eu pensava enquanto andava. É que como eu sempre penso no que escrever quando estou na rua, e nunca lembro quando chego em casa, resolvi gravar. Daí eu chego em casa, e escuto:

“Rantings sobre ‘bom-dia/boa-tarde/boa-noite’, coisas brilhantes e Jeans que fazem bunda de homem ficar mais atraente que a minha”

E eu cheguei a conclusão que as minhas expressões faciais não devem ser tão aconchegantes enquanto eu penso sobre bundas, jeans, cumprimentos e coisas brilhantes. Se bem que eu realmente gosto de coisas brilhantes.

Então, vamos elaborar.

Eu sempre confundo Bom Dias.

Não é realmente minha culpa, depois que eu comecei a estudar de noite eu meio que acostumei a dar “Boa Noite” para todo mundo, desde motoristas de ônibus até funcionários do colégio. É até engraçado, por que agora quando eu saio as três para ir à aula de francês, eu dou “boa noite” para o cobrador, e acabo rindo, e explicando pra mim mesma, alto, que confundo tudo, e acabo parecendo louca.

Mas não é isso mesmo? Se eu te perguntar quantas horas têm o dia, você responderá 24h ou 5h? Se o Dia tem 24h, eu não deveria poder dizer “bom dia” a cada uma delas?

Então, depois que eu saí do ônibus eu vi um cara debruçado sobre o balcão do bar, no terminal, e MEU DEUS, a bunda dele era absurdamente redonda, e parecia que saltava na da calça, e aí que vem a parte de calças jeans. Sério, por que diabos tem homem com cabelo/bunda/calças melhores do que mulher? Tipo, já não tem gay suficiente, eles ainda querem fazer outros virarem? Absurdamente frustrante!

Sem contar que nenhuma bunda deveria ser tão bonita e redonda quanto aquela, é simplesmente ilegal. Ele deveria ir preso. Mas nem fiquei tão histérica assim por que a calça era absurdamente ri-dí-cu-la. E o cara também. Mas a bunda dele era linda.

E eu não preciso me explicar sobre as coisas brilhantes, né? Não deixe nada piscando do meu lado, ou fazendo ‘bleep-bleep‘ que eu já quebro de tanto ficar brincando (A não ser que eu esteja dormindo, se não é provável que eu quebre de tanto jogar na parede). E eu cheguei a essa conclusão numa conversa com o Dar quando ele mandou eu arrumar a internet dele. Eu, provavelmente, destruiria o computador dele, por causa dos barulhinhos, das luzes piscando e dos fios coloridos. GENTE, não me deixem ver fios coloridos!!

Tô falando, cara. A vida fica muito mais divertida quando se tem um spam de atenção equivalente ao de uma criança de cinco anos. Eu consigo ver graça nas coisas mais banais e rir das frases mais sem graças do mundo. Sabe quando você vê as crianças ganhando brinquedos fantásticos e brincando com a caixa deles, em vez? Exato. As coisas são incrivelmente mais divertidas dentro da minha cabeça.

m: Ida Maria – Keep me Warm.

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