Florianópolis está morrendo. Afundando. Tá começando a boiar bosta, literalmente. Ontem fiquei com medo do meu carro se afogar numa inundação na Rua Mauro Ramos, lá no centro.

Ligaram há pouco tempo falando que uma barragem caiu lá perto de Santo Antônio de Lisboa, onde meu tio mora, e agora eles estão sem acesso ao centro. Já vi fotos do campeche alagado, e admito que tô com medo. Tô mesmo, sou cagona para caralho. Não assisto jogos mortais por que mor-ro de medo.

É uma ótima idéia, sabe? Chover numa cidade que nem Florianópolis, onde o sistema de drenagem é uma porcaria, e as principais ruas da ilha são aterros. Nessas horas que eu falo que meus pais tiveram uma luz divina e resolveram morar em Coqueiros. No Continente. Num morro, ainda por cima.
E isso serve para todos os manézinhos da merda da ilha que falam que depois da ponte é São José/Palhoça: Vai faltar luz para vocês. Vai sim. Vai faltar luz, e enquanto vocês estiverem tomando banho d’água fria com canecas, eu vou estar com o meu som ligado no banheiro.

Mentira, eu não tenho som.
Mas se tivesse, eu ligaria só para esfregar na cara.

A rua da minha irmã em Blumenau está embaixo d’água, e ela já ligou dizendo que tá ilhada, que um monte de gente tá morrendo, mas por enquanto ela ainda está viva. Se alguém tiver um helicóptero disponível, pode avisar que a gente recebe ela de volta aqui na boa, sabe como é, família, né?

 

 

 

 

Ok, total mudando de assunto:

Então, eu sinceramente não sei o que anda de errado com as pessoas ultimamente. Sério.

Eu não sei se sou eu que estou ficando muito velha, ou se as pessoas mais novas hoje em dia estão simplesmente saindo da casinha, mas cara, não é normal.

Ontem eu estava na festinha, e vi um cara. Não foi nada de especial, não senti atração por ele, ele não deve nem ter percebido que eu existia, eu só olhei e o vi com um grupo de amigos.
No desenrolar da festa, eu notei que ele estava tentando dar em cima de uma menina. (Essa é a melhor parte pra mim, eu sempre acho incrivelmente divertido ver os caras tentando conquistar as meninas.) Quando eu passei de novo lá ele já estava com as mãos dentro das calças dela e o rosto afundado nos peitos.

Tá, os peitos dela eram gigantescos, mas mesmo assim, não era humanamente possível ficar afundado daquele jeito.

Mas aí está o que acho bizarro: os homens acham que estão pedindo para ir para cama contigo, e não simplesmente ficar! Acham que só por que a menina o beijou, automaticamente eles estão autorizados a botar a mão dentro do seu sutiã. E isso não é o pior, o pior é quando se tira a mão deles, e eles a olham com uma cara de confuso, como se pensassem “eu fiz algo de errado?!”. FEZ SIM. Claro que fez!

Então,

 

 

“Dicas para não levar tapa na cara de uma menina”:

#1; Não abuse da “mão boba”. Tipo, até pode por uma vez, sabe? Vai que essa deixa, mas se ela tirar, não insiste. E também não olhe com uma cara de “O quê foi? O que eu fiz?”, por que você pode receber (dependendo do humor ou de o quanto ela vai com a tua cara) uma resposta do tipo: “Por que você tentou botar as mãos dentro da minha calça e eu quero que você tire, panaca. Tais achando que eu sou o quê?

#2; Não se acha a última bolachinha do pacote, por que homens parecem sempre esquecer que geralmente a mulher já tá cheia por ter comido um pacote inteiro antes, e que a tal última sempre é a esmagada, esfarelada e toda rachada.

#3;Eu sou legal, não estou te dando mole!” é uma frase verdadeira. Tipo, desculpe se sou sociável, sabe? E nessa aqui também entra a idéia de que se a guria não tá te dando atenção é por que ela não quer falar contigo. Ficar ali insistindo e atrapalhando as conversas dela não vai melhorar o teu ibope.

 

 

Eu sei lá, para falar a verdade. Acho que depois dos meus 17 anos eu comecei a ver que eu tenho muito mais valor. Eu resolvi ser seletiva. Não vou ficar com meio mundo, passar o rodo, ou qualquer coisa parecida por que no final da noite eu me sinto tão baixa, barata e desvalorizada do que quando não fico com ninguém.

Faz um tempo já que eu olho para os casais como os mencionados anteriormente e me pergunto por que não arranjaram um quarto. Fico pensando que a menina é uma puta e o homem é um safado. Por que ele não vai ligar no dia seguinte e ela não vai ser a única da noite.

Tá, eu sei que geralmente eu não tenho a melhor opinião própria, minha auto-estima é uma merda gigantesca, mas eu não sei com que tipo de mulher vocês, homens, estão andando ultimamente. Mas posso lhe garantir que não sou uma delas. Não quero suas mãos me invadindo, e garanto que de hoje em diante vou deixar isso bem claro.

Tem pessoa que não tem quem culpar e aponta pro primeiro que vê.

Mamãe chegou hoje falando que as bolsas do banco caíram. Algo a ver com a crise dos Estados Unidos, etc… Mas o fundo de investimentos do banco fez ‘BUM’. Na última vez que isso aconteceu eu e a minha irmã perdemos bastante. Por causa disso, há uns dias, a Mãe já tinha mencionado sobre tirar o nosso dinheiro de lá e botar numa poupança, ela fez isso hoje de manhã. E não deu outra, chegou meio dia as bolsas estouraram. Só essa desconfiança dela nos salvou de perder uma boa quantia.

Mas a questão não é isso. A questão é que ainda vem gente choramingar. Cara, no momento que você bota seu dinheiro num fundo de investimentos, você tem que estar ciente do fato que é risco. Depende do mercado e o mercado é instável. “Ah, eu confiei em você”, vontade de responder: “Puts, que merda, né? Peninha!”. Não foram eles que baixaram a bolsa, muito menos eles que tiraram dinheiro da sua conta.

Tipo, qualquer investimento é risco. Se você for abrir qualquer tipo de negócio, é investimento. Vai culpar quem se a loja falir?

Esse é o Item #346736 na “Lista de Coisas que Me Irritam pra Caralho” é: Odeio gente que brinca com fogo e depois choraminga que se queimou.

Tipo, o mínimo que podiam fazer é ter cautela, sabe? Usar aquelas roupas anti-acidentes-com-vela, manter um extintor à mãos, etc.

Isso também se aplica às pessoas que brincam e brincam, daí quando brincam com ela, fica irritada, sabe? Sempre existe alguém assim, e é sempre esse tipo que me dá mais agonia.

Isso geralmente acontece quando se tem intimidade, né? A intimidade fode com tudo, as brincadeiras ficam mais pessoais, e as pessoas tomam liberdades demais.

Mas aqui entra toda minha teoria sobre convivência ser a morte de todo e qualquer relacionamento. Amoroso, amizades e familiares. Sério, depois de dois dias no meu quarto até o Pinky não agüenta mais me ver.

Eu acho que estou amadurecendo.

É uma merda. É a maior bosta do mundo. Não é tão legal quanto eu achei que seria, e tipo, tá muito tarde pra isso. Eu já to velha demais pra amadurecer, sabe? Devia ficar com uma mentalidade de 5 anos até o resto da minha vida.

Tipo há umas semanas atrás, eu percebi isso quando eu estava parada ouvido as maiores asneiras do MUNDO na MESMA noite, de pessoas diferentes. Eu não falei nada. Eu pensei: “Ah, foda-se. Deixa ele pensar assim, tô mto cansada pra discutir.”

Tá bom, talvez não seja realmente amadurecer, tá mais pra preguiça, mas mesmo assim. É ridículo a quantidade de valor que o ser humano se dá. Como se eu fosse ficar ofendida por que uma pessoa que mora no Alasca não foi com a minha cara. Ok, eu meio que gostaria de saber porque, já que eu nunca fui no Alasca, nem conheço alguém do Alasca! (Tipo, o Alasca é tipo o Acre com focas e leões marinhos, saca? Totalmente imaginário e inventado pelos criadores do simpsons pra me entreter. Eu imagino se pega HBO lá, ou sei lá, SBT!) Bem, entenderam o sentido, né?

Eu tinha planejado de ir ao cinema hoje com o Saulo (primo!), mas daí ele cancelou, e eu liguei pro Fer (Meio-irmão, melhor amigo, conselheiro, motorista e idiota mór) e falei para ele vir aqui, isso foi às 11h da manhã, ele chegou às quatro.

 

Não preciso dizer que não deu de fazer nada do que planejei e 2/3 do meu dia foram pro saco.

 

 

 

m: Forgive me – Ida Maria

Bem, recentemente, como tenho falado bastante de patricinhas, parece que várias delas foram atraídas para este blog.

O mais legal é que as pessoas que chegam aqui parecem chegar por sites de busca, onde escrevem perguntas. Variadas, do tipo “como convencer minha mãe a por silicone/cortar franja/alargar orelha/etc”. E sobre isso, só tenho uma coisa a dizer:

Façam. Nem perguntem pra ela, simplesmente façam. Se você tiver o dinheiro disponível, obviamente. Pedir pra elas é simplesmente querer levar um não na cara. Se a mãe de vocês for um pouquinho¹ igual a minha, ela vai olhar, arregalar os olhos, olhar mais de perto e falar: “Ficou maravilhoso!”. Foi assim que eu fiz o meu piercing na boca e ela fala que era a coisa mais bonita que eu já tinha feito.

(obs¹: O que eu duvido bastante que aconteça, por que nenhuma mãe é tão legal quanto a minha. Falando sério. A mãe de vocês pede pra baixar dvd do Mötorhead ou Iron Maiden pra ela? Não? Viu. Ela também fala que ficaria totalmente louca no show deles, e pularia no palco pra beijar a pinta do Lemmy. Costumava dizer que trocaria o pai pelo Santana, e fala que se vê a qualidade de um baixista pelo uso de palheta. Não, não é pelas técnicas que ele usa, é o simples fato dela usar palheta. Eu falei, minha mãe é demais.)

Se você não tem o dinheiro para fazer isso (especialmente se você quiser silicone), e mesmo assim quiser seguir a sugestão acima, eu já vou dando algumas dicas:

1. Não deixe ela saber que você usou o cartão de crédito dela para isso.
2. Vá devagarinho. Corte o cabelo de pouco a pouco, até que ele estiver um pouco acima da orelha, daí ela já não tem mais o que fazer. (Obviamente isso não se aplica ao silicone, otária. Vai fazer 900 cirurgias, 5ml por vez?)
3. Tenha certeza que sua mãe não vai te matar por isso.

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Outra coisa que escrevem pra chegar aqui é “como saber se sou patricinha teste”. Então eu resolvi ajudar as pequenas padawans que tem por aí e fazer o meu próprio teste caseiro para saber se você é patricinha ou não:

 

Instruções:
1. Responda “Sim” ou “Não”.
2. Responda sem pensar muito. As respostas mais sinceras são as que vem de primeira.
3. Não tente enganar a si mesma! Eu não vou saber a resposta do seu teste. Por mais que você me ache foda, eu não sei ler mentes.

 

Perguntas:

1. Você é fresca?
2. Você leva mais de duas horas pra se arrumar?
3. Você demora mais de 10 minutos no banho?
4. Você acha que calça de lycra² tá na moda, especialmente se for com estampas de animal?
5. “Ai, amigããã” e “que mara!” são expressões freqüentes no seu vocabulário?
6. Você sabe que ‘vizinho’ se escreve com ‘z’ e não com ’s’?
7. Acha que a Bobby Blues é o melhor lugar para comprar calças?
8. Ouve os típicos raps americanos, seguidos por Beyoncé e Mariah Carey?

 

Resultado:

Se você assinalou mais de 1 (um) ’sim’:
Parabéns! Você é uma patricinha! :D Gente! Só o fato de você achar que um teste pode determinar o que você é já mostra que seus miolos não prestam!

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(obs²: Calça de lycra, também conhecida como a principal formadora de Patas-de-Camelo. Existe coisa mais vulgar?)

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Não entendo essas coisas, mesmo. Quando eu li a parada do WordPress falando que procuraram isso chegaram ao meu blog, eu fiquei imaginando o que a pessoa estava pensando.

Se ela procurou isso deve ser por que a chamaram assim. E tem algo errado nisso? Usam como um palavrão, mas cara, o que tem realmente de errado? Tá, de vez em quando elas são frescas e fúteis, mas nem sempre. Já conheci meninas assim que são bastante centradas e legais de conversar.

Não há nada de errado em querer se arrumar e parecer bonita. Não há nada de errado em usar rosa, por ser uma cor que você gosta. Eu, pessoalmente, acho que só uso vermelho. Meu guarda-roupa todo é vermelho. Existêm rótulos que as pessoas botam nas patricinhas que na verdade simplesmente são coisas de mulher.

Por exemplo, eu não demoro duas horas pra me arrumar, mas detesto quebrar a unha. Dói, fica áspera e me irrita. Não tenho medo de andar na rua de noite sozinha, mas Deus-me-livre se passa uma barata! (Baratas são nojentas. São sim. São nojentas por que eu fico imaginando onde diabos elas estiveram e minha imaginação não me deixa chegar perto delas depois disso.)

Não são traços de patricinha. Eu consigo ver as fotos de doenças na aula de biologia, enquanto o menino na fileira do fundo passou a aula seguinte vomitando. Ele é uma patricinha?

Não me levem a mal, pessoal. Eu não sou contra patricinhas. Eu sou contra o espírito de ovelha. Tem uma diferença entre as duas coisas. Não apoio pessoas que usam as coisas só por que acham que é moda. Ter senso comum é ficar revoltado quando vê algo injusto, é ter noção de certo ou errado, já achar que os meninos não vão gostar de você por causa do tamanho dos seus peitos é outra coisa!

Eu parei pra pensar nisso por que esse final de semana eu estava na fila do supermercado com o Fer (Meioirmão, melhor amigo, conselheiro, motorista e idiota mór) e vimos uma revista cuja capa continha, em letras garrafais: “SAIBA SE SEU MARIDO ESTÁ TRAINDO!”

Cara, se você não confia no seu marido, independente dele trair ou não, você não deveria estar casada. Acredito piamente no lema que “confiança se consegue”, sim, acredito. Mas não se casa sem. Nunca quero dividir minha vida com uma pessoa que eu não confio. Se não consigo contar com alguém para um relacionamento, por que contaria para dividir responsabilidades?

A cabeça das pessoas está toda ao contrário!

 

 

m: Spoon – Stay Don’t Go.

Eu sou antiquada.

Não que eu esteja me guardando para o casamento, mas acho que deve significar alguma coisa.

Gosto que segurem a porta, puxem a cadeira e, se ouso arriscar, beijos na mão. Acho fantástico quando esperam até eu entrar em casa para arrancarem o carro, acredito no Cavalheirismo, mesmo não sendo uma Dama.

Acredito nos “Amores-à-Primeira-Vista”, nos “Felizes-Para-Sempre”, na “Amizade-entre-Sexos-Opostos” (sempre estou mais aberta para essas do que para qualquer outra, embora eu geralmente acabe desenvolvendo crushes.) e até nos grandes gestos. Consigo me convencer que tudo se resolve pela conversa (mesmo que de vez em quando eu queira recorrer para a bazuka).

Diferente de Adélia Prado, não acredito em parto sem dor. E esse não foi um comentário religioso. Acredito na pró-escolha, no conhecimento, na inteligência e na força de vontade (embora eu não tenha nenhuma).Confio no esclarecimento como forma de prevenção.

Controlo-me para não gritar por provas. Esforço-me para confiar no ser humano, para não perder a esperança, e realmente crer no bem-interior, entretanto, as coisas não funcionam bem assim. Gosto de dizer a mim mesma que a política funciona, que o ladrão não mora na esquina, que roqueiro não-drogado existe e que nem todo amor é unilateral/não-recíproco.

Sou utopista. Sou antiquada e, acima de tudo, sou sonhadora.

 

 

 

 

 

Depois de, o quê? 9 meses? Posso falar com certeza que não sinto mais nada. Estou orgulhosa.

 

 

m: The Blow – Pardon me (mas mentalmente.)

Existem dias que eu admito que estou absurdamente insuportável

São dias que eu tenho pena dos meus amigos que tem que me aturar falando merda atrás de merda. Mas eu acho isso de “ossos do ofício” e estava especificado no anúncio.

Eu fiquei ontem até as cinco da manhã jogando solitaire e eu juro que se fosse um jogo de competição eu taria chutando a munda do MUNDO! Mas aposto que tá todo mundo agora pensando em quão nerd eu sou. (Só vovó me entende!)

Então, hoje, pela primeira vez em um bom tempo eu vou sair e não vou dirigindo, e além de tudo, eu tenho dinheiro do mês sobrando, ou seja, eu vou encher a cara até cair dura no chão.

Na real, eu passei a semana toda pensando que eu deveria ficar em casa hoje, e como que seria mais divertido, mas daí a Rafa chamou e eu não consigo dizer não pra ela. hahaah

Desculpa esfarrapada.

Eu gosto de ficar em casa. Gosto mesmo, mas eu me esgoto.

E tenho que admitir que estou ficando muito tempo na internet, e não estou achando uma coisa boa. Tenho milhares de coisas para fazer e fico adiando para estar aqui, fazendo nada, sabe? Acho um disperdício de tempo que eu poderia estar dormindo comendo. estudando.

 

A Warner tá passando uma maratona de Pushing Daisies, e eu gosto do programa, gosto mesmo, mas ele me irrita. Simplesmente por que parece ser o tipo de programa que não vai ter um fim muito coerente, ou que vai demorar para acontecer algo, sabe? É aquela coisa com o Lost, eu nunca consegui acompanhar. Sempre complicava mais, e nunca vinha uma resposta. Eu detesto ficar muito tempo sendo enrolada. (Vamos deixar bem claro que eu estou falando de programas de telly, tá?)

Mas eu gosto de Pushing Daisies. Eu gosto por que acho a fotografia bonitinha e amada, que os personagens principais são absurdamente adoráveis, aquela frase que a Chuck fala “I can’t even hug you? What if you need a hug? A hug can turn your day around!” é muito coisa que eu falaria! E, também, toda vez que eles se beijam com o plástico eu fico quentinha por dentro.

 

 

Mas então, eu to me sentindo muito vadia ultimamente, acho que o pessoal da minha sala também acha que eu sou uma vaca, por que sempre que eles me ouvem falando eu tô mencionando algum cara que achei bonito, ou algo assim.

Eu já quero deixar bem claro que eu não sou puta, tá?

E EU TÔ FALANDO SÉRIO, PARA OS QUE ESTÃO RINDO.

Puta é a Tila “Bobbing Head” Tequila. Eu nunca rolei de calcinha na lama, nunca fiz uma threesome, e nunca tive fotos peladas correndo pela internet. Perto dela eu sou praticamente a Madre Tereza de Calcutá.

Eu só tenho a mente meio suja quando fico entediada. E na real, as pessoas me encontram nas horas mais inoportunas, cara.

E também não era minha culpa! Eu raramente falava sobre meus interesses amorosos/físicos para as pessoas, mas daí eu conheci as pessoas erradas. E elas são pervertidas, o que eu posso fazer? São as más influencias.

Novamente, EU TÔ FALANDO SÉRIO, PRA QUEM TÁ RINDO!

Agora parem de me olhar com essa cara.

 

 

m: Jeremy Jay – Airwalker

Uma foto agora acabaria com a minha carreira.

Eu acordando é uma coisa engraçada, cara. É cabelo bagunçado, cega feito um morcego, andando apalpando as paredes chamando pela mãe. HAHAHAAH. (Eu jurei que ouvi porta abrindo!)

O Dar falou que eu sou um morcego albino, logo, eu achei foto.

Eu tava procurando um morcego albino de verdade, mas achei que esse combinava mais com a minha personalidade.

Eu tava pensando ontem sobre coisas que eu não faria, tipo, nunca.

(Eu falo nunca no sentido de “nunca – com a minha mentalidade de hoje”. Por que como disse antes, eu mudo de idéia absurdamente fácil.)

Então, eu fiz uma listinha. (Eu adoro fazer listinhas. Eu passo minhas tardes de tédio fazendo listinhas, lendo fofocas na internet, botando tags nas fotos dos outros no orkut, e ouvindo música.)

1. Dor de Parto. – Cara, a minha avó, digníssima D. Nilda, olhou pra mim e falou: “não queria ter filhos.” E olha que papai era filho único. Agora eu sei por quê. Sem contar que vendo pelo exemplo de minha mãe, filho só trás desgraça! E se todas as pragas da mãe pegarem, eu tô ferrada! (Vou ter uma filha pior do que eu, e olha que eu sou terrível. HAHAHA) E vocês não querem um exemplo fotográfico de um parto pra provar, né?

2. Piercing na Língua. – Se bem que isso não é tanto pela dor, mas sim pelo ter que ficar uma semana sem comer. Eu adoro comer! Eu quase morri por causa de dois dias quando tirei o ciso, imagina uma semana. Se bem que emagrece, né? Temos que considerar isso. Não ligo, cara. Sem contar que já com o meu da boca eu vivia mordendo e quebrando os dentes, imagina na língua!

3. Bungee Jump. - Aí temos que levar em consideração uma porrada de variantes.Tipo:
3.a – E se a corda arrebenta?
3.b – E se a pressão fizer com que todos os meus órgãos se espremam no meu corpo e sei lá, morra?
3.c – E SE A CORDA ARREBENTAR, CARA?!

“Temporary Blinded

One case I heard about was a jumper turned temporarily blind after doing a jump. The explanation was that the blood vessels in the retina had burst under the pressure and caused blindness. I believe the jumpers sight returned to normal after a few days though.

(…)

Joint problems

(…)

Five months after this he began to feel a little annoyance and he started to limp. A fracture in the osseous affected the femur because of bad blood circulation in this area.

(http://www.bungeezone.com/disasters/medical.shtml)”

4. Me Suicidar A Mim Mesma. - (Já conversamos sobre isso!) Porque convenhamos, né? Nada deve doer mais do que morrer.

Mas até que são medos racionais, sabe? Eu tenho medo de altura, mas não da altura em si, mas no que vai acontecer se eu cair!

Eu sou cagona, cara. E todo mundo que me conhece sabe disso. HAHAH.

 

 

m: BB Brunes – Perdus Cette Nuit.

Eu fantasio demais.

Passo metade do meu tempo no meu próprio pensamento, e convenhamos, a vida é muito mais divertida.

De vez em quando imagino o sr. Príncipe Encantado do Cavalo Roxo (Florianópolis. Pelo menos ele não é arco-íris), mas ele sempre acaba caindo numa poça de lama, e eu rio da cara dele. Em outras, imagino lugares mais legais, pessoas mais legais, onde sempre há trilha sonora e as pessoas andam no ritmo. E onde , principalmente, eu sou mais legal.

São expectativas que eu crio, e ninguém fora da minha cabeça pode cumprir, e eu já aceitei isso. ou quase.

Eu sou antiquada. Sou mesmo. Sou obsoleta. Diz até no meu e-mail, ó!

Sou antiquada, porque quando eu deixo alguém em casa eu espero ela entrar, ou pelo menos chegar perto o suficiente da porta. É algo que sempre vi minha mãe fazendo, e me faz feliz quando fazem comigo. Eu espero, mesmo.

Sou total PRO ao feminismo. Acredito em direitos iguais. Acho que a mulher deve dividir a conta, e que tem mulheres que dirigem melhor que homens. Acredito em capacidades iguais, salários iguais. Concordo com respeito mútuo, oportunidades mútuas, e adoro amigos homens, gays ou não. Mas, mas, não acredito na mulher como iniciadora de romances. Eu nunca começo algo.

Hoje o Fernando, irmão, melhor amigo, conselheiro, motorista e idiota mór, estava falando da nova “presa” dele (É assim que eu chamo elas. Quando não chamo de imbecis, é claro), e ele comentava sobre como seria mais fácil se ela tomasse alguma atitude antes dele. Eu falei pra ele esperar sentado, por que se ela for o mínimo parecida comigo, ela morre mas não toma uma atitude. Só para admitir eu já dou o maior trabalho e só falo sob pressão. (E olha, falar sob pressão, geralmente a pressão é para eu parar de falar!)

Eu não vou tomar uma atitude para levar um não na lata. Pra quê? Não, obrigada. Sem contar que quando você leva aquele fora, nada fica a mesma coisa, né? Sempre perde toda a vontade de encontrar com a pessoa, não por não ter a vontade em sí, mas pela vergonha que sente quando encontra. Daí começa a achar os trocentos defeitos e motivos pelo qual a pessoa não estaria interessada em você, quando na real, vai que ela simplesmente não vê assim, sabe? Não na minha cabeça. Na minha cabeça sempre existem inúmeros motivos, um pior do que o outro, e alguns até imaginários (bem, se estão na minha cabeça, logo, são imaginários, guria burra).

E não me venha com essa de nunca vai saber se tentar. Também nunca vai levar um fora se não falar. É simples. Algum dia alguém vai tomar interesse e demonstrar, e eu não vou precisar tomar a iniciativa :D

Chame-me de obsoleta, chame-me de hipócrita, não ligo. Não tomo iniciativa. Não é meu papel. E olha que ainda me faço de difícil. Faaaço, faço sim, por que se o cara não agüenta eu me fazendo de difícil, não vai me agüentar fazendo drama, também. E fazer drama é 90% do meu dia. Eu sou chata e insistente, logo, as pessoas têm que ser chatas e insistentes comigo também.

Mas se ficarem irritantes, também, já mando se catar.