Eu quero descobrir quem foi o panaca que inventou a interdisciplinaridade. Sério, se eu souber quem foi, vou encher de sova.  Onde já se viu? Mal sei Matemática e ainda querem misturar com Química? Isso é convocar ao suicídio!

Não preciso dizer que o vestibular foi uma merda, né?

Ele foi. Foi horrível, assim como a festa que o seguiu. E ao contrário da opinião pública, não fiquei tão bêbada quanto esperava; não esqueci meu nome, não tenho a memória em flashes, não bebi tequila, não acordei pelada, nem caí na vala (No máximo enfiei o pé, até o tornozelo, não o joelho!)

 

Eu descobri o que tá de errado com o mundo: As pessoas. A vida seria bem mais fácil se todo mundo fosse linear, sabe? Tipo livro Romantico. É muito mais legal quando você sabe quem é vilão e quem é moçinho desde o início. E ainda mais quando os moçinhos totalmente defende as virtudes das donzelas, sem contar que as donzelas têrem virtudes já vai ser uma novidade.

O povo tá muito aleatório! Faça-me o favor, né? Se você vai com a minha cara, seja legal, se não, sei lá, não olha pra mim! Agora detesto quando se está falando com alguém, e a pessoa fica muda do nada!

(O Mr.Dar costumava falar que toda vez que  Mr.Filip não respondia, era por que ele estava assistindo filmes pornô. Eu não duvido.)

Se bem que eu falo com quem eu não gosto. Pode me chamar de falsa, de vagabunda, de vadia, cara-de-pau, não ligo. Eu chamo de educação. Eu sei que minhas birras com as pessoas são pessoais, não gosto delas por motivos pessoais meus. Não é por que eu não vou com a cara dela que ela seja uma pessoa ruim, não é justo ser mal-educada com uma pessoa só por que um dos parafusos meus, que caíram quando eu bati de cabeça no vaso sanitário quando tinha 2 anos, deixaram um vácuo gigantesco que ecoa o quanto eu detesto ela.

Mas eu ignoro quem me irrita. E quem eu não lembro que existe. E olha que eu não lembro de muita gente. Ponto.

 

 

Comentário Aleatório:

Acabou de chegar a informação de que teve apagão no centro. HÁ! E agora eu repito as informações do último post. Eu estou indo dormir com o meu ar condicionado ligado, e vocês estão todos no escuro.

Desculpe, gente, mas até Palhoça deve estar com luz!

 

 

Eu passei o dia todo hoje estudando, vendo aulas virtuais, e etc. Tenho vestibular no começo de janeiro, UFRGS e UFPEL, e é bem frustrante estudar para lá. O lance é que eu sou boa em história, sabe? Adoro geografia, literatura e afins… Isso muda. Geografia depende do lugar, assim como história. Por que não pude gostar de matemática? Matemática não muda de acordo com o lugar, a prova pode ficar mais difícil, mas vai ser igual em tudo quanto é canto. Então além de não saber matemática, física e química, eu também não sei história e geografia! Ou seja, FUDEU.

Cara, nada contra Pelotas, sério, mas eu já estou rindo da idéia de morar lá. Não dizendo que seja uma cidade ruim, não acho isso. Mas gente… Nomezinho bizarro para uma cidade. Isso vindo de uma menina que mora em Florianópolis. Metade do mundo acha que é por causa das flores (?).

 

 

Eu tive uma semana interessante…

Eu consegui quase matar meu dedo do pé, não me pergunte como. O “fura-bolos do pé”, como carinhosamente o apelidei, começou a inchar e ficar roxo, e eu ainda não tenho noção do perigo e andei um monte. A Louise me garantiu que se tivesse que amputar ela daria pontos em forma de coração. Mentira, não garantiu não, mas eu sei que se eu convenceria ela.

Daí eu entrei na Ipanema da Bibi (também conhecida como “A Banheira da Morte”, brincadeira, Bibs, te amo!) e acabei em Forquilhinhas; onde as minhas fontes mais-do-que-seguras dizem que “só se encontra traficante e coisas roubadas”, mas achamos um cash eletrônico do BB. Incrível, né? Eu sei.

Dormi na casa da Vó de sexta pra sábado, onde ela me fez acordar de manhã bem cedinho, (dessa vez era cedo mesmo; 7h, não 13h.) por que tinha pessoas batendo palma na entrada. Ela também ligou para a polícia militar alegando que o segurança da casa “estava fazendo um barulho estranho”. Embora ame-a, desisti de teimar com ela. Acho legal que ela ligue mesmo para a polícia dessa maneira, me dá a segurança que ela não se encolheria num canto como quase todas as outras avós.

 

E eu não preciso falar nada sobre Capitu, né? Não preciso dizer que achei perfeito, nem que só saia de casa depois de ter terminado o episódio, né? Nem que descobri que nasci para casar-me com o Escobar?

(Meu aniversário é em março, e eu totalmente aceito ele num laço vermelho, aqui em casa. Embora de nenhuma forma esteja negando meu casamento platônico com meu futuro marido: o Menino Gato de Blumenal, ele sabe que estou me guardando para ele, e um dia escreverei uma carta aberta.)

 

Depois publico a continuação da minha lista “Dicas para não levar um tapa na cara de uma menina”, é, eu melhorei ela. Só me aguardem.

Eu me pergunto por que sempre demoro tanto pra criar respostas.

Sempre que tem algum argumento, discussão ou etc, eu penso numa resposta magnífica, mas três horas depois. Daí já é tarde, né? Não vou mandar uma mensagem do celular falando “OLHA, PENSEI NISSO AGORA! OWNED!”

 

Hoje teve aulão. O que pra mim, é só mais uma desculpa pra ficar sentada em grupo desenhando. Tá, não é, eu realmente presto atenção. Desenhando.
De vez em quando eu acho que eu sou, assim, uma brastemp, sabe? Consigo fazer milhares de coisas ao mesmo tempo, e todas saem bem. (Bem, nos meus olhos todas elas são incrivelmente perfeitas.)

Mas é difícil me convencer que eu realmente acordo cedo num sábado para ter aula a tarde toda. Os portões abriam à 1:30h, eu e o Carlos chegamos lá por volta de meio dia e quinze, e tinha fila dobrando a esquina. (E olha que metade dos estudantes lá não eram japoneses.)

Mas é sentando na arquibancada do ginásio e olhando pra’quele mar de pessoas que se percebe que todas elas são praticamente iguais.

Não se acha uma menina sem luzes e todas elas tem a franja presa pra trás. Raras são as de cabelo curto. Geralmente usam calça skinny, e um suéter amarrado aos ombros, e estão fortemente maquiadas. Me pergunto que tipo de pessoa consegue acordar mais cedo num sábado frio para passar maquiagem e ir à aula. (Eu sei por que já tentei uma vez. Acordar três horas antes, escolher roupas, banho, cabelo, rosto, cremes e etc, e depois de uma semana eu já estava acordando 10 minutos antes do ônibus sair, e de vez em quando até esquecendo de tirar as pantufas.)

Não se acha também um menino de simples calça jeans e blusa branca. A maioria está com o cabelo “estilosamente” bagunçado, com um ar de rebelde. 90% usa calça xadrez. (O que pra mim é bastante confuso, já que eu sempre distinguia as pessoas relativamente alternativas pelo xadrez. Agora eu as vejo sendo vendidas em vitrines de lojas de surf.) E os que não usam xadrez, usam blusa polo listrada, ou uma blusa com vetores estampado levemente colada. (O que, na minha cabeça, grita homossexualismo.) É quase um alívio ver um homem com blusa amassada e cara de quem acabou de acordar, atrasado, e saiu correndo.

Mas isso nem é o que me choca mais! Quinta feira fui almoçar com les filles, e tive que esperá-las na frente do colégio.

É horrendo ver meninos que aparentam ter 19 anos saindo de um colégio de primeiro/segundo ano. Eu fico pensando se eles rodaram 900 anos ou se simplesmente estão se desenvolvendo mais rápido que o normal. (Pelo que dizem tem algo a ver com hormônio aviário.) E se eu achava que as meninas estavam parecidas no aulão, meu deus! Naquela saída elas usavam uniforme. Sabe o que é isso? São mais de 1000 meninas iguais de cabelos iguais, comprido e com luzes, calças coladas iguais e baby-looks iguais que não exatamente alcançam os zipers de suas calças iguais. Desfilando em saltos são tão altos que eu me pergunto como subiram ali sem a ajuda da mãe ou de uma escada, o que fez eu me lembrar das milhares de vezes que virei meu pé com tênis e pensar o quanto mais doloroso seria se eu usasse salto.

Comentando isso com a Bibi, percebi que é completamente compreensível. Elas querem chamar a atenção. O estádio estava praticamente cheio de meninos bonitos que se achavam a salvação para o universo, e elas queriam ser notadas. Então comentei que se eu não tivesse um pingo de massa cefálica eu estaria fazendo a mesma coisa. Cinco segundos depois eu virei e falei: “Nem precisaria mesmo, eu tenho meu cabelo. Ele já chama atenção por sí só!”

 

 

Preciso comentar também que estou farta de desculpas esfarrapadas.

Hoje fumaram no meu quarto. Depois de eu pedir novecentas vezes para não o fazerem, e quando comentei, minha irmã falou “Desculpa”.

Estou farta de pedidos de desculpas, somente para o erro ser repetido novamente.

“Desculpas” são pedidas quando você sente muito, e vai tentar (ou no mínimo se esforçar!) não repetir o ato. É algo que se pede para fazer o outro se sentir melhor, não você mesmo. Se for para fazer tudo novamente, não fale nada, faça tudo que tenha que fazer e peça desculpas no final. Se a pessoa não estiver achando que você é o maior ignorante, bundão, idiota, estúpido do mundo, ela vai pensar no seu caso.

Acho que as pessoas pensam que pedir desculpas arruma tudo, e apaga o erro. “Ah, já pedi desculpas, cara!” mas isso não muda o fato que meu jeans ainda está sujo de cerveja, meu quarto continua fedendo a cigarro e ainda tem migalhas de pão na minha cama, entre diversas outras coisas.

Vou tacar fogo na sua casa, arranhar todo seu carro, trocar sua pasta dental por soda cáustica, falar mal de sua mãe, e depois pedir desculpas.

“Mas é, cara, desculpa. Sem ressentimentos, não foi nada pessoal, saca? Esquecer e perdoar. Tá afim de me pagar uma cerveja?”

 

Acho que não-querer ratificar o fato significa que você não se arrependeu, realmente.

Sei lá, acho que metade do mundo devia tomar vergonha na cara.

m: Mando Diao – Clean Town.