Bem, eu vou admitir meu único e verdadeiro motivo de estar postando.
Eu tenho medo de pessoas de joinville. Tenho, tenho sim. Medo MOR-TAL.
E não me venha com essa de ser um medo ‘irracional’, por que todos meus medos são bastante racionais, tá? Vou explicar o motivo.
A Camila mandou eu postar. A Camila é de joinville.
Joinville é uma cidadezinha(ona) no norte do estado. Falo cidadezinha por que ela é maior que a própria capital, tem mais… como é que se diz? Ah, é, TUDO, que a merda da capital. Sim, eu vivo na capital. (Já tenho planos de fuga.)
Não que um dia eu vá viver em Joinville. Pra mim, qualquer lugar em Santa Catarina, fora Florianópolis, é um gigante pasto. Já não basta quando fui pra Tubarão, encontrei com a minha amiga, caminhando eu falei: “vamos mais pra lá!” e fui respondida com um: “Faith, acabou a cidade. Não tem nada lá.”
Mas então, voltando pra Joinville. O motivo que eu tenho medo de joinville não são as vacas, (embora eu tenha vários informantes que me falam que a cidade está empestiada delas), mas sim o Balé Bolshoi.
Joinville é a única cidade, no mundo todo (repito, to-do.), que tem uma filial do Balé Bolshoi. E por Balé Bolshoi, quero dizer, exatamente, o célebre Teatro Bolshoi, da Rússia. Onde as criancinhas passam 90% do dia na ponta do pé, e os outros 10% fazendo plié e demi-plié.
Sim. Russia. Educação russa.
Quando eu visitei o Bolshoi, as meninas estavam levando uma mijada gigantesca por que compraram uma barra de chocolate. E elas escondiam os armários quando a professora passava por que se tivesse algo fora de lugar, davam uma bronca gigantesca. Tipo, educação russa.
Educação russa, que sou só eu que penso que parece a de um exército? Sim, a Revolução começa em Joinville. Primeiro as crianças, depois o mundo!
Então, não, Obrigada. Não quero ver a ira de Camila. Vai que eu acordo com ela debruçada na minha cama mirando uma bazuca no meu nariz, sabe?
É que nem no sábado retrasado, quando fui numa festa com o meu primo e tivemos um pequeno contratempo com um senhor meio bêbasso do prédio dele. Eu juro que imaginei o senhor nos esperando no final da festa, na porta do estacionamento, montado num trator ou num panzer, sabe? Gritando e blasfemando freneticamente, enquanto ri e mata todos nós.
Sim, a vida é muito mais divertida na minha imaginação.