Então, é muito minha cara ter que ir à outro estado para tomar um bronze. Eu moro em Florianópolis, meu deus, uma ILHA! E ainda volto de Porto Alegre com aquele bronzeado de turista otário: camisa regata, shorts, óculos de sol e até da sandália!

Eu não tenho muito a dizer. Mentira, tenho bastante.

Porto Alegre

dsc04052Levando em consideração que eu sou louca maníaca pirada afeiçoada pela cidade, vamos aos pontos:

a) Viajar com o Fernando é uma maravilha. Ele tem o dom de evitar brigas, fica quieto quando mandam e ainda topa tudo bem fácil. Sem contar que ele foi comprar cera para depilação pra mim sem nem ter que fazer chantagem. Tá certo, ele compro a errada, mas o que vale é o esforço.

b) Eu tenho a incrível mania de compensar em POA tudo que eu não caminho em casa. Eu ando pela cidade toda, com um mapa, bem colona. Me perco, falo alto e peço informação. Tive que ensinar as técnicas de pedir informação ao Fer, ele simplesmente saia pedindo pra qualquer um!
b.1._ Nunca peça informação para gente bonita. Ou seja, nunca peça informação para quem tu darias uns catos, pelo simples fato de que eles tem que achar que és inteligente e bem situada. É claro que eu não sou, por isso que eu sei fingir.
b.2._ Sempre procure alguém que parece trabalhar no local.  Ou qualquer tipo de funcionário de transporte público. É bom também pedir à taxistas, mas eles constantemente te olham meio estranho, então volte ao início do item. O motivo é que as pessoas que trabalham pelo local vão pra lá todo dia, ou seja, já se perderam o suficiente para conhecer o local.

c) Porto Alegre é quente. É quente pra caralho e não no sentido porn da palavra. A cidade chega à 35ºC tranqüilo, no verão. Leve protetor solar. E use-0. Assim, não virarás um pandinha, como eu: com as bochechas rosadas e os olhos branquelos.  Eu fazia o Fer passar protetor todo dia, se bem que lá eu era mais mãe do que irmã, né. Eu fazia o curativo dos pontos dele, eu comprava água pra ele levar pra prova, esperava ele terminar pra voltar para o hotel…

d) No RS a maioria dos pais levam e buscam os filhos no local de prova. Eu achei absurdamente estranho e fiquei chamando todos eles de maricas o tempo todo. Vão sozinhos, oras! (Na verdade, eu só queria que minha mãe estivesse ali também!) É uma coisa muito: “Vá, filho, ser homem na vida!”. Para ser honesta, toda aquela entrada para o prédio onde ocorrerá o vestibular me lembra vacas indo para o abate. Eu sei, comparação tola e idiota, até vulgar, mas não posso fazer nada. Parece que estamos indo ao encontro de nossas mortes.

e) Ainda no assunto de vestibular, tenho que dizer que o tema da redação quase me fez rir alto. Eles deram vários dados de estatísticas, como alfabetismo, PIB, etc etc, e quase todos eles tinham no final: ’só perdendo para Santa Catarina’, e eu quase escrevi ‘É, cara, tá foda superar esses Catarinenses, hein?” Mas eu achei que eles não gostariam do comentário. hahaha

No último dia de vestibular eu fui no bar e enchi a cara. Foi bem divertido.

Eu acho que já esqueci como é sair sem me preocupar com onde estacionei o carro e não poder beber por estar dirigindo. Morais são uma merda. Todo mundo fica de olho arregalado quando eu digo que não boto uma gota d’álcool na boca quando estou dirigindo.

Daí vem o cara da minha ex-sala e fala: “O que adianta, se você bate o carro do mesmo jeito?” Eu juro que no momento eu queria socar ele.

Tá, eu posso não ser a melhor motorista do mundo. E eu posso ter batido o carro umas centeninhas de vezes, mas não quer dizer que eu bata o carro na mesma freqüencia de um bêbado! Tipo, oi? Se eu batesse tanto o carro assim NUNCA que minha mãe deixaria eu sair a quantidade de vezes que eu saio. E gente, faz bastante tempo que eu não bato. Eu acabei de tirar carteira, oras. Tenho total direito de esmigalhar o carro. Não me enche o saco.

Pelotas: Essa vai ser bem rápida.dsc04249

a) A cidade é linda. Arquitetura linda, aquele ar de cidade antiga, sério, é linda.

b) A Biblioteca Pública de lá é meu novo lar. Eu amo aquele lugar. É lindo. É branco. Tem pilares e estátuas. E estantes de madeira que vão até o teto. É a biblioteca dos meus sonhos. É a bibloteca que eu quero ter na minha casa.

c) Doces, Açúcar, milhares e mais milhares de quilos. Os doces lá são baratos e DIVINOS. Mas não tem um único shopping e tu-do fecha aos domingos. Ruas, lojas.. é, ruas e lojas, por que é basicamente isso que tem lá.

d) O único cara que eu achei gato, adivinha! No final de contas ele era daqui de Florianópolis.

e) O pessoal lá é um amor. Eles não só te ajudam, eles fazem mais do que o necessário. Às vezes eles não percebem o quanto isso é chato; e as coisas ficam meio inconvenientes, mas a intenção deles é boa.

Toda vez que o Fer (Meio-irmão, melhor amigo, conselheiro, motorista e idiota mór) fala a frase: “Faith, você precisa se controlar!”, eu tenho vontade de voar nele e quebrar cada ossinho daquele corpinho magrelo ;~

Acho que as pessoas não têm noção do quanto eu me controlo diariamente. Se eu não me controlasse, metade do mundo taria morto, sacou? mor-ti-nho.

Hoje mesmo eu tive a vontade superior de quebrar todo meu quarto e me encalhar debaixo das cobertas e não sair de lá nunca mais.

Não, não é crise emo. É frustração!

Eu passei metade da tarde escrevendo um texto em francês, pesquisando coisa em dicionário, gente, eu usei até expressões de causa e conseqüência! Tipo, eu me ralei toda. Então, faltando 20 minutos para passar o ônibus – eu ainda de pijamas e cabelo fedido – terminei e botei pra imprimir. E cadê a impressora? Ela estava ao lado do computador, não instalada. E cadê o CD de instalação? Bem, eu liguei pra mãe, foi ela quem usou os cds pela ultima vez, e ela soltou um: “Sei lá, tão por aí!”. Te falo que não lembro o que respondi, só sei que foi algo impublicável e quase quebrei o telefone depois.

Me atrasei demais, quase não cheguei a tempo, e meu dia foi uma merda.

Tá, eu exagerei, mas é muito péssimo a maneira que as coisas somem aqui em casa! Semana passada eu achei a escova de limpar roupas dentro do armário de porcelanas! Que espécie de pessoa guarda aquilo lá?

Eu acho que estou na TPM. Note que eu falei ‘acho‘, por que eu nunca tenho certeza. Eu posso simplesmente ter ficado louca de pedra, o que é sempre uma possibilidade.

Tem pessoa que não tem quem culpar e aponta pro primeiro que vê.

Mamãe chegou hoje falando que as bolsas do banco caíram. Algo a ver com a crise dos Estados Unidos, etc… Mas o fundo de investimentos do banco fez ‘BUM’. Na última vez que isso aconteceu eu e a minha irmã perdemos bastante. Por causa disso, há uns dias, a Mãe já tinha mencionado sobre tirar o nosso dinheiro de lá e botar numa poupança, ela fez isso hoje de manhã. E não deu outra, chegou meio dia as bolsas estouraram. Só essa desconfiança dela nos salvou de perder uma boa quantia.

Mas a questão não é isso. A questão é que ainda vem gente choramingar. Cara, no momento que você bota seu dinheiro num fundo de investimentos, você tem que estar ciente do fato que é risco. Depende do mercado e o mercado é instável. “Ah, eu confiei em você”, vontade de responder: “Puts, que merda, né? Peninha!”. Não foram eles que baixaram a bolsa, muito menos eles que tiraram dinheiro da sua conta.

Tipo, qualquer investimento é risco. Se você for abrir qualquer tipo de negócio, é investimento. Vai culpar quem se a loja falir?

Esse é o Item #346736 na “Lista de Coisas que Me Irritam pra Caralho” é: Odeio gente que brinca com fogo e depois choraminga que se queimou.

Tipo, o mínimo que podiam fazer é ter cautela, sabe? Usar aquelas roupas anti-acidentes-com-vela, manter um extintor à mãos, etc.

Isso também se aplica às pessoas que brincam e brincam, daí quando brincam com ela, fica irritada, sabe? Sempre existe alguém assim, e é sempre esse tipo que me dá mais agonia.

Isso geralmente acontece quando se tem intimidade, né? A intimidade fode com tudo, as brincadeiras ficam mais pessoais, e as pessoas tomam liberdades demais.

Mas aqui entra toda minha teoria sobre convivência ser a morte de todo e qualquer relacionamento. Amoroso, amizades e familiares. Sério, depois de dois dias no meu quarto até o Pinky não agüenta mais me ver.

Eu acho que estou amadurecendo.

É uma merda. É a maior bosta do mundo. Não é tão legal quanto eu achei que seria, e tipo, tá muito tarde pra isso. Eu já to velha demais pra amadurecer, sabe? Devia ficar com uma mentalidade de 5 anos até o resto da minha vida.

Tipo há umas semanas atrás, eu percebi isso quando eu estava parada ouvido as maiores asneiras do MUNDO na MESMA noite, de pessoas diferentes. Eu não falei nada. Eu pensei: “Ah, foda-se. Deixa ele pensar assim, tô mto cansada pra discutir.”

Tá bom, talvez não seja realmente amadurecer, tá mais pra preguiça, mas mesmo assim. É ridículo a quantidade de valor que o ser humano se dá. Como se eu fosse ficar ofendida por que uma pessoa que mora no Alasca não foi com a minha cara. Ok, eu meio que gostaria de saber porque, já que eu nunca fui no Alasca, nem conheço alguém do Alasca! (Tipo, o Alasca é tipo o Acre com focas e leões marinhos, saca? Totalmente imaginário e inventado pelos criadores do simpsons pra me entreter. Eu imagino se pega HBO lá, ou sei lá, SBT!) Bem, entenderam o sentido, né?

Eu tinha planejado de ir ao cinema hoje com o Saulo (primo!), mas daí ele cancelou, e eu liguei pro Fer (Meio-irmão, melhor amigo, conselheiro, motorista e idiota mór) e falei para ele vir aqui, isso foi às 11h da manhã, ele chegou às quatro.

 

Não preciso dizer que não deu de fazer nada do que planejei e 2/3 do meu dia foram pro saco.

 

 

 

m: Forgive me – Ida Maria

Talvez seja algo que está implantado no meu DNA, ou talvez eu simplesmente não quebrei a cara o suficiente para aprender. Se bem que não importa o quanto eu quebre a cara, eu nunca aprendo. Os Hives falam que “a definição de loucura é fazer de novo a mesma coisa e esperar um resultado diferente”. É plausível.

Mas então, eu crio expectativas.

Não só com as coisas importantes, mas também com as que são totalmente inúteis. Eu vivo de expectativas. 90% das vezes elas são demasiadamente altas para um ser humano comparecer, mas mesmo assim, eu não consigo me conter.

Não é de todo mal, veja. São essas expectativas que me impedem de sair de pijamas nos dias frios, que me forçam a tomar banho quando não tenho vontade, e outros variantes. É por causa dessa minha imaginação que ‘hoje algo importante pode acontecer’ que eu passo minhas blusas antes de sair de casa.

Posso dizer que nunca é ‘hoje’, né? Quase todos os dias eu chego em casa e penso no trabalho que tive em vão, e isso é cada vez mais desanimante.

Eu não brinco quando falo que as coisas são mais divertidas na minha imaginação. As pessoas são muito mais legais lá, obviamente, por que tudo gira em torno de mim e, acima de tudo, minhas expectativas são sempre correspondidas.

Foram poucas as pessoas que corresponderam à todas minhas expectativas e aparentemente tem um padrão desagradável nisso, por que elas sempre somem.

É muito estranho passar tua adolescência inteira com uma pessoa e em segundos ela parece que se desprende totalmente de você. É algo que faz com que eu pense que, talvez, a minha marca não foi tão grande, se é tão facilmente apagável; passa a impressão que, embora eu valorize tanto a pessoa, o sentimento não foi recíproco.

Eu não sei me desapegar. Eu gosto demais. Verdade que tenho problemas em demonstrar meus sentimentos românticos e, geralmente, passo a impressão de grosseria e falta de interesse, mas me preocupo demais.

Eu sou do tipo de pessoa que liga só pra saber se tá tudo bem. Não só romanticamente. Por exemplo, o Fer (Meioirmão, melhor amigo, conselheiro, motorista e idiota mór) sumiu por duas semanas e eu fiquei desesperada. Eu não sabia se ele estava bem, se algo tinha acontecido, e pra melhorar o bocó não tinha telefone!

Eu quero saber tudo, sempre. Quero saber como foi o dia, com quem conversou, o que pensou, cada segundo. Não é por possessividade, nem obsessão, muito menos desconfiança, mas porque eu me importo. Acho legal quando as pessoas têm interesse pelos meus pensamentos e querem me ouvir.

E olha que é raro achar essas pessoas, por que depois de uma semana elas já percebem que metade do que eu falo não vale a pena ouvir e a outra metade não faz o menor sentido!

Eu posso ser louca, mas sou constante. Pelo menos me considero bastante constante. Um dia me disseram que eu sempre estou alegre, sempre chego animada ou com uma piada pra contar. Acho bastante verdade devido à minha falta de tempo para realmente parar e pensar, isso ajuda bastante a ignorar os problemas e remoer sobre eles. Tá, também ajuda a não resolvê-los, mas isso é detalhe.

Hoje me relacionei com quem disse sempre precisar chamar as pessoas para fazer as coisas, se não ninguém se mexe. Eu sempre saio do meu caminho para todo mundo, vou até o outro lado da cidade por pura simpatia, só que de vez em quando seria legal ter alguém fazendo isso por mim.

 

Não quero comentários como “mas, e eu?”. Deu de drama.

 

 

m: FOTOS – Ein Versprechen

Bem, recentemente, como tenho falado bastante de patricinhas, parece que várias delas foram atraídas para este blog.

O mais legal é que as pessoas que chegam aqui parecem chegar por sites de busca, onde escrevem perguntas. Variadas, do tipo “como convencer minha mãe a por silicone/cortar franja/alargar orelha/etc”. E sobre isso, só tenho uma coisa a dizer:

Façam. Nem perguntem pra ela, simplesmente façam. Se você tiver o dinheiro disponível, obviamente. Pedir pra elas é simplesmente querer levar um não na cara. Se a mãe de vocês for um pouquinho¹ igual a minha, ela vai olhar, arregalar os olhos, olhar mais de perto e falar: “Ficou maravilhoso!”. Foi assim que eu fiz o meu piercing na boca e ela fala que era a coisa mais bonita que eu já tinha feito.

(obs¹: O que eu duvido bastante que aconteça, por que nenhuma mãe é tão legal quanto a minha. Falando sério. A mãe de vocês pede pra baixar dvd do Mötorhead ou Iron Maiden pra ela? Não? Viu. Ela também fala que ficaria totalmente louca no show deles, e pularia no palco pra beijar a pinta do Lemmy. Costumava dizer que trocaria o pai pelo Santana, e fala que se vê a qualidade de um baixista pelo uso de palheta. Não, não é pelas técnicas que ele usa, é o simples fato dela usar palheta. Eu falei, minha mãe é demais.)

Se você não tem o dinheiro para fazer isso (especialmente se você quiser silicone), e mesmo assim quiser seguir a sugestão acima, eu já vou dando algumas dicas:

1. Não deixe ela saber que você usou o cartão de crédito dela para isso.
2. Vá devagarinho. Corte o cabelo de pouco a pouco, até que ele estiver um pouco acima da orelha, daí ela já não tem mais o que fazer. (Obviamente isso não se aplica ao silicone, otária. Vai fazer 900 cirurgias, 5ml por vez?)
3. Tenha certeza que sua mãe não vai te matar por isso.

___

 

 

Outra coisa que escrevem pra chegar aqui é “como saber se sou patricinha teste”. Então eu resolvi ajudar as pequenas padawans que tem por aí e fazer o meu próprio teste caseiro para saber se você é patricinha ou não:

 

Instruções:
1. Responda “Sim” ou “Não”.
2. Responda sem pensar muito. As respostas mais sinceras são as que vem de primeira.
3. Não tente enganar a si mesma! Eu não vou saber a resposta do seu teste. Por mais que você me ache foda, eu não sei ler mentes.

 

Perguntas:

1. Você é fresca?
2. Você leva mais de duas horas pra se arrumar?
3. Você demora mais de 10 minutos no banho?
4. Você acha que calça de lycra² tá na moda, especialmente se for com estampas de animal?
5. “Ai, amigããã” e “que mara!” são expressões freqüentes no seu vocabulário?
6. Você sabe que ‘vizinho’ se escreve com ‘z’ e não com ’s’?
7. Acha que a Bobby Blues é o melhor lugar para comprar calças?
8. Ouve os típicos raps americanos, seguidos por Beyoncé e Mariah Carey?

 

Resultado:

Se você assinalou mais de 1 (um) ’sim’:
Parabéns! Você é uma patricinha! :D Gente! Só o fato de você achar que um teste pode determinar o que você é já mostra que seus miolos não prestam!

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(obs²: Calça de lycra, também conhecida como a principal formadora de Patas-de-Camelo. Existe coisa mais vulgar?)

___

 

 

Não entendo essas coisas, mesmo. Quando eu li a parada do WordPress falando que procuraram isso chegaram ao meu blog, eu fiquei imaginando o que a pessoa estava pensando.

Se ela procurou isso deve ser por que a chamaram assim. E tem algo errado nisso? Usam como um palavrão, mas cara, o que tem realmente de errado? Tá, de vez em quando elas são frescas e fúteis, mas nem sempre. Já conheci meninas assim que são bastante centradas e legais de conversar.

Não há nada de errado em querer se arrumar e parecer bonita. Não há nada de errado em usar rosa, por ser uma cor que você gosta. Eu, pessoalmente, acho que só uso vermelho. Meu guarda-roupa todo é vermelho. Existêm rótulos que as pessoas botam nas patricinhas que na verdade simplesmente são coisas de mulher.

Por exemplo, eu não demoro duas horas pra me arrumar, mas detesto quebrar a unha. Dói, fica áspera e me irrita. Não tenho medo de andar na rua de noite sozinha, mas Deus-me-livre se passa uma barata! (Baratas são nojentas. São sim. São nojentas por que eu fico imaginando onde diabos elas estiveram e minha imaginação não me deixa chegar perto delas depois disso.)

Não são traços de patricinha. Eu consigo ver as fotos de doenças na aula de biologia, enquanto o menino na fileira do fundo passou a aula seguinte vomitando. Ele é uma patricinha?

Não me levem a mal, pessoal. Eu não sou contra patricinhas. Eu sou contra o espírito de ovelha. Tem uma diferença entre as duas coisas. Não apoio pessoas que usam as coisas só por que acham que é moda. Ter senso comum é ficar revoltado quando vê algo injusto, é ter noção de certo ou errado, já achar que os meninos não vão gostar de você por causa do tamanho dos seus peitos é outra coisa!

Eu parei pra pensar nisso por que esse final de semana eu estava na fila do supermercado com o Fer (Meioirmão, melhor amigo, conselheiro, motorista e idiota mór) e vimos uma revista cuja capa continha, em letras garrafais: “SAIBA SE SEU MARIDO ESTÁ TRAINDO!”

Cara, se você não confia no seu marido, independente dele trair ou não, você não deveria estar casada. Acredito piamente no lema que “confiança se consegue”, sim, acredito. Mas não se casa sem. Nunca quero dividir minha vida com uma pessoa que eu não confio. Se não consigo contar com alguém para um relacionamento, por que contaria para dividir responsabilidades?

A cabeça das pessoas está toda ao contrário!

 

 

m: Spoon – Stay Don’t Go.

Eu adoro os programas da discovery channel sobre coisas de alienigenas e/ou sobrenatural. Tá que eu gostava bem mais quando tinha aquela tradução horrível com má sincronia, ou quando eles eram tecnológicamente retardados e botavam a tradução em cima da voz original, achava isso o máximo.

O que eu to vendo agora é sobre mutilação de vacas, e supostamente, a vaca foi erguida, jogada do céu e, pasmem, quicou até o lugar onde foi encontrada, mutilada. Antes do comercial, eles estavam cogitando que fosse decomposição natural, mas parece que a teoria foi rejeitada no meio do comercial e não queriam nos mostrar os resultados dos exames.

Entre as idéias do que pode ter sido, já foram jogados na mesa: a. alienígenas, b. vampiros, c. tubarões, d. vermes, e e. grupos de adolescentes americanos sádicos. Isso está se parecendo cada vez mais com um episódio perdido de Simpsons. O mais legal são as pausas dramáticas, eu realmente acho que pausas dramáticas conseguem mudar toda a ênfase na coisa.

 

 

 

Eu não consigo andar com pessoas desinformadas.

O Fernando (Meioirmão, melhor amigo, conselheiro, motorista e idiota mór) veio aqui em casa de tarde para passar o tempo e conversar, e acabamos resolvendo por ver um filme. Inicialmente veriamos aquele “Wanted” que mamãe pediu para baixarmos, mas daí ele mencionou ter visto “O Clube da Luta” na noite anterior e conversa, conversa, conversa, ele fala que nunca viu “Trainspotting“. É impossível que meu irmão nunca tenha visto “Trainspotting“. É a frase do meu last.fm E do meu msn, é inacreditável. Então, eu fui lá alugar. De pijamas e jaqueta de couro (sensualidade PU-RA).

Agora só falta alugar “Edukators“, “Os Sonhadores“, “Bang, Bang, You’re Dead“, “Wristcutters“, mas não “Em Paris” por que esse ele viu comigo. E falta ter certeza que ele conhece David Bowie, Iggy Pop, the Smiths, the Cure e New Order até poder falar com ele novamente como uma pessoa normal. Eu juro, cara, ele morou no interior a infância dele toda, eu acho que escondiam ele embaixo de uma pedra!!

Passei a maior parte da noite com a minha totalirmã no msn falando sobre o Thomas Dutronc e qual de nós duas o levaria para casa. (O que me lembrou bastante do meu sábado à noite com a Rafa falando sobre levar os jogadores de vôlei de shortinho para sacar no meu quarto. Mas no meu quarto só sem shortinho.) Então, eu e Louise ficamos discutindo sobre linguagens técnicas de medicina como maneiras de impressionar, e ela acabou admitindo que eu venço por falar francês. Algo de bom eu tenho que saber fazer, né? Mas ela fez eu prometer que acharia outro cantor “charmant et joli-coeur” como ele.

Eu acho que ela estava levemente bêbada, mas eu não ligo. Hahahaha.

ah, cara, eu juro que a vida fica cada vez mais engraçada!

Preciso mencionar mais algumas coisas:
a) “Legalmente Loira” é meu filme de fossa, sim. Vai me encarar?
b) “Nunca fui Beijada” só é legal por que a trilha sonora é o bicho!

 

 

 

m: Sanseverino – Mal o Mains

Eu fantasio demais.

Passo metade do meu tempo no meu próprio pensamento, e convenhamos, a vida é muito mais divertida.

De vez em quando imagino o sr. Príncipe Encantado do Cavalo Roxo (Florianópolis. Pelo menos ele não é arco-íris), mas ele sempre acaba caindo numa poça de lama, e eu rio da cara dele. Em outras, imagino lugares mais legais, pessoas mais legais, onde sempre há trilha sonora e as pessoas andam no ritmo. E onde , principalmente, eu sou mais legal.

São expectativas que eu crio, e ninguém fora da minha cabeça pode cumprir, e eu já aceitei isso. ou quase.

Eu sou antiquada. Sou mesmo. Sou obsoleta. Diz até no meu e-mail, ó!

Sou antiquada, porque quando eu deixo alguém em casa eu espero ela entrar, ou pelo menos chegar perto o suficiente da porta. É algo que sempre vi minha mãe fazendo, e me faz feliz quando fazem comigo. Eu espero, mesmo.

Sou total PRO ao feminismo. Acredito em direitos iguais. Acho que a mulher deve dividir a conta, e que tem mulheres que dirigem melhor que homens. Acredito em capacidades iguais, salários iguais. Concordo com respeito mútuo, oportunidades mútuas, e adoro amigos homens, gays ou não. Mas, mas, não acredito na mulher como iniciadora de romances. Eu nunca começo algo.

Hoje o Fernando, irmão, melhor amigo, conselheiro, motorista e idiota mór, estava falando da nova “presa” dele (É assim que eu chamo elas. Quando não chamo de imbecis, é claro), e ele comentava sobre como seria mais fácil se ela tomasse alguma atitude antes dele. Eu falei pra ele esperar sentado, por que se ela for o mínimo parecida comigo, ela morre mas não toma uma atitude. Só para admitir eu já dou o maior trabalho e só falo sob pressão. (E olha, falar sob pressão, geralmente a pressão é para eu parar de falar!)

Eu não vou tomar uma atitude para levar um não na lata. Pra quê? Não, obrigada. Sem contar que quando você leva aquele fora, nada fica a mesma coisa, né? Sempre perde toda a vontade de encontrar com a pessoa, não por não ter a vontade em sí, mas pela vergonha que sente quando encontra. Daí começa a achar os trocentos defeitos e motivos pelo qual a pessoa não estaria interessada em você, quando na real, vai que ela simplesmente não vê assim, sabe? Não na minha cabeça. Na minha cabeça sempre existem inúmeros motivos, um pior do que o outro, e alguns até imaginários (bem, se estão na minha cabeça, logo, são imaginários, guria burra).

E não me venha com essa de nunca vai saber se tentar. Também nunca vai levar um fora se não falar. É simples. Algum dia alguém vai tomar interesse e demonstrar, e eu não vou precisar tomar a iniciativa :D

Chame-me de obsoleta, chame-me de hipócrita, não ligo. Não tomo iniciativa. Não é meu papel. E olha que ainda me faço de difícil. Faaaço, faço sim, por que se o cara não agüenta eu me fazendo de difícil, não vai me agüentar fazendo drama, também. E fazer drama é 90% do meu dia. Eu sou chata e insistente, logo, as pessoas têm que ser chatas e insistentes comigo também.

Mas se ficarem irritantes, também, já mando se catar.