Bem, primeiro vou explicar como eu sei das coisas que vou falar a seguir: Meu vizinho.

A menos de três minutos atrás eu estava no banheiro, que dá para uma área da casa que é contra a parede do quarto dele, lendo “Calvin e Haroldo” (como se vocês não lessem no banheiro também!) e a música começou.

 

Bem, tenho que parabenizá-lo pela evolução, antigamente, ao meio dia, ele ouvia “Créu” repetidamente, e cantava junto. Agora, ele está ouvindo isso:

E eu fiquei me perguntando por que quando um grupo de meninas faz uma música desse estilo, não acontece nada, mas no momento que eu ouso essa ecoando no meu banheiro, na mesma hora, eu penso em quão gay os caras são.

Não sei se é o tipo de música, o tom/jeito que o cara canta, a lerta, sei lá, mas tudo grita pra mim que ele está dizendo “Ela não presta, amigo, fica comigo!”. Sabe? Imaginando os dois sentados no sofá, se abraçando, de repente um coloca a mão na coxa do outro, olha fundo nos olhos, e fala “tem certeza disso?” e se beijam.

Tô até imaginando um filme pornô disso! Igual àqueles que as líderes de torcida estão arrumando seus pompons e resolvem “experimentar”. Começando por uma guerra de travesseiros de penas, obviamente.

Mas algo que também pensei foi em como homem gosta de sofrer. O cara falando que a namorada dele não presta e ele falando que não consegue ser feliz sem ela. Agora, se a menina fosse boazinha e querida o homem que estaria aprontando com ela.

E ainda, em outra parte da música, ele fala que o guri está só “com inveja”. Mas gente, se alguma amiga minha viesse me falar que meu namorado não presta e me trouxer motivos relativamente sólidos, eu acreditaria na amiga antes que no namorado.

Depende da amiga, também, né?

Também me vem a cabeça que a idéia das duas músicas são basicamente iguais. Bastante iguais. Incrivelmente iguais. Ah, mas quem sou eu para falar de onde as pessoas tiram suas…. inspirações, né?

 

 

m: Sheraff – Mojo’s Back [rmx]

Eu adoro os programas da discovery channel sobre coisas de alienigenas e/ou sobrenatural. Tá que eu gostava bem mais quando tinha aquela tradução horrível com má sincronia, ou quando eles eram tecnológicamente retardados e botavam a tradução em cima da voz original, achava isso o máximo.

O que eu to vendo agora é sobre mutilação de vacas, e supostamente, a vaca foi erguida, jogada do céu e, pasmem, quicou até o lugar onde foi encontrada, mutilada. Antes do comercial, eles estavam cogitando que fosse decomposição natural, mas parece que a teoria foi rejeitada no meio do comercial e não queriam nos mostrar os resultados dos exames.

Entre as idéias do que pode ter sido, já foram jogados na mesa: a. alienígenas, b. vampiros, c. tubarões, d. vermes, e e. grupos de adolescentes americanos sádicos. Isso está se parecendo cada vez mais com um episódio perdido de Simpsons. O mais legal são as pausas dramáticas, eu realmente acho que pausas dramáticas conseguem mudar toda a ênfase na coisa.

 

 

 

Eu não consigo andar com pessoas desinformadas.

O Fernando (Meioirmão, melhor amigo, conselheiro, motorista e idiota mór) veio aqui em casa de tarde para passar o tempo e conversar, e acabamos resolvendo por ver um filme. Inicialmente veriamos aquele “Wanted” que mamãe pediu para baixarmos, mas daí ele mencionou ter visto “O Clube da Luta” na noite anterior e conversa, conversa, conversa, ele fala que nunca viu “Trainspotting“. É impossível que meu irmão nunca tenha visto “Trainspotting“. É a frase do meu last.fm E do meu msn, é inacreditável. Então, eu fui lá alugar. De pijamas e jaqueta de couro (sensualidade PU-RA).

Agora só falta alugar “Edukators“, “Os Sonhadores“, “Bang, Bang, You’re Dead“, “Wristcutters“, mas não “Em Paris” por que esse ele viu comigo. E falta ter certeza que ele conhece David Bowie, Iggy Pop, the Smiths, the Cure e New Order até poder falar com ele novamente como uma pessoa normal. Eu juro, cara, ele morou no interior a infância dele toda, eu acho que escondiam ele embaixo de uma pedra!!

Passei a maior parte da noite com a minha totalirmã no msn falando sobre o Thomas Dutronc e qual de nós duas o levaria para casa. (O que me lembrou bastante do meu sábado à noite com a Rafa falando sobre levar os jogadores de vôlei de shortinho para sacar no meu quarto. Mas no meu quarto só sem shortinho.) Então, eu e Louise ficamos discutindo sobre linguagens técnicas de medicina como maneiras de impressionar, e ela acabou admitindo que eu venço por falar francês. Algo de bom eu tenho que saber fazer, né? Mas ela fez eu prometer que acharia outro cantor “charmant et joli-coeur” como ele.

Eu acho que ela estava levemente bêbada, mas eu não ligo. Hahahaha.

ah, cara, eu juro que a vida fica cada vez mais engraçada!

Preciso mencionar mais algumas coisas:
a) “Legalmente Loira” é meu filme de fossa, sim. Vai me encarar?
b) “Nunca fui Beijada” só é legal por que a trilha sonora é o bicho!

 

 

 

m: Sanseverino – Mal o Mains