Mas, então…
Blumenau está caindo.
Tá chovendo desesperadamente, e eu nunca estive tão feliz de ter voltado pro meu Hotel-cinco-estrelas quando percebi que o tempo estava fechando. A colega de quarto da minha irmã está gritando algo sobre invasão aligenígena e ter sido descoberta, estou rindo bastante.
Eu andei demais hoje. Meus pés estão que é uma batata só, não consigo nem os encostar no chão, descobri, entretanto, coisas interessantes sobre Blumenau que me deixaram bem histérica. Então, resolvi fazer uma lista. Todo mundo sabe que eu adoro listas. Eu fiz uma, sim.
1. Homossexuais de Shopping
Não é só em Florianópolis que os bichas se encontram no shopping. As diferenças:
a. Aqui também tem turista bêbado que não sabe mais onde vende chope, então vai beber na praça de alimentação!
b. A quantidade de pessoas que freqüentam o shopping aqui é bem menor do que lá, parece que estão todos de passagem. Em Floripa não, sempre tem os pré-adolescentes que não tem mais nada pra fazer que ficam viajando por lá.
c. Se formos fazer uma espécie de estatística, Floripa tem bem mais gays do que aqui.
2. Cidade pequena não é sinônimo de sinal divino.
Essa eu liguei até para contar pra Rafa. Blumenau é o único lugar (que eu já fui) que você pega o ônibus com um cara gato, daí ele desce no mesmo ponto que você, e vai um pra cada lado. Daí três minutos depois, você vira a esquina e quase esbarra com ele, DE NOVO! E eu fico dizendo pra mim mesma que isso não é uma mensagem de Deus falando que ele será meu futuro marido, e sim uma prova de que cidade pequena é O BICHO!
3. Um quilo de toalha, por favor?
Sim. Quilo. 45$, mais especificamente. De algodão egípcio.
Eu imaginei um buffet, sabe? Pegar as toalhas que nem macarrão. Daí no final pesa tudo e faz uma média ponderada? Ou pesa separadamente? Talvez a comparação correta seja com frutas de supermercado, não macarrão de buffet. Mesmo assim adorei. “Onde comprou sua toalha?” “Nãoseiaonde, foi 20$ o quilo, amiga! Olha que barato!” Barganha!
4. Pra quê servem bancos?
É a pergunta do vestibular 2009! Sério! Eu andei a merda do centro inteiro atrás de um, e estavam todos fechados. Mas mesmo assim percebi que BESC é melhor tanto aqui quanto em qualquer lugar. Pelo menos os funcionários, por que todos eles se esforçaram pra tentar em dar o máximo de informação possível. Pena que os cash eletrônicos que me indicaram estavam todos já sem nota.
5. ‘Lemons!
Sério, oktober é mó pegação, mas eu nunca pego ninguém. Eu nunca pego ninguém por que todo mundo pega todo mundo! Eu sei que é uma lógica meio ilógica, mas tente me acompanhar: Se eu der um fora num cara; não vai fazer diferença, ele vai partir pra outra. É exatamente o fato deles estarem atirando pra tudo quanto é lado que me impede de ficar com qualquer um deles lá. Eles não dão em cima de mim por que eu chamei a atenção, mas porque eu fui a primeira a passar (Ou segunda… Ou sexta.), então desculpe se quero sentir-me especial. Da próxima vez que falares que todo mundo pega todo mundo na Oktober, faça uma nota de roda pé e me exclua do ‘todo mundo’, sacou?
6. Minha biblioteca.
A FURB não tem a biblioteca dos meus sonhos, mas é até boa. A da FURB é basicamente concreto com prateleiras pequenininhas, quando a minha vai ser madeira, com paredes revestidas até o teto com prateleiras, sabe castelo rá-tim-bum? Quase aquilo. Quero precisar de escadas para percorrer os livros mais altos. Óbvio que eu nunca vou ter lido tudo, mas mesmo assim. Só pra dizer que eu tenho. (Quando esse dia chegar o adesivo que tem (terá, na verdade, estou providenciando!) no meu celtinha (“Meu outro carro é um Porsche”) vai ser verdadeiro.)
Mas a biblioteca da FURB é linda do mesmo jeito, tem ar-condicionado que funciona, uma porrada de andares cheios de livros, e uma seção de linguas estrangeiras bem impressionante. Estou vendo que vou passar uma grande parte da minha semana por lá.
7. Neurologia não é pra mim.
A Louise achou que seria uma boa ideia para eu assistir aula com ela. Gente, eu estou na semana do saco-cheio e ela acha que eu devia assistir aula? Piorou ainda quando ela deu a ideia pra mãe… Então, a mãe insistiu, e eu acabei passando duas horas na sala de aula dela, ouvindo sobre a diferença de morte encefálica (cerebral não é o termo adeqüado!) e coma. E eu até achei divertido, assim, a parte que eu entendi (Ou seja, os primeiros quinze minutos.), mas meu problema com a medicina não é o “não gostar do curso”, e sim o “ter inteligência suficiente para passar”.
É. É isso que eu me lembro agora. Então estou indo pro Chope e se eu lembrar de mais alguma coisa eu escrevo na testa.
Beijos.